O instituto IAN  (Integration and Application Network) do Centro de ciências ambientais da Universidade de Maryland liberou para download uma biblioteca contendo mais de 1500 simbolos em svg (eps, AI) para o ensino de ciências e para a comunicação de ideias científicas em geral.

Baixei e testei com o inkscape e funcionou perfeitamente.

O objetivo é criar uma biblioteca padrão, internacional, para o uso em aulas, apresentações e documentação em geral. Você vai encontrar desde bactérias anaeróbicas até barcos e veleiros. Muito útil para aulas e apostilas.

IAN biblioteca de simbolos em svg

Para fazer o download você precisa se registrar no site deles. Aqui!

O Twitter revelou a lista dos tweets mais retuitados (Meu Deus! retuitados é muito forte! Pobre Camões, o que fizemos com seu idioma…)

Nenhuma surpresa. A maioria diz respeito a diversão. Coisas que fazem as pessoas sorrirem, em silêncio,  a sós, em um arroubo de surpresa, com um pouco de maldade escorrendo verde pelo canto da boca. Salta aos olhos, no entanto, um pequeno detalhe, que sempre ressalto nas palestras e debates. O Twitter é para broadcasting. Não para interação social.

O Tweet mais retuitado (Deus! Fiz de novo!) o foi apenas 90 vezes. Stephen Colbert do Stephenathome autor do tweet vencedor deste ano tem aproximadamente dois milhões de seguidores e o tweet vencedor foi retuitado (???) apenas 90 vezes.

Há uma estatística que eu gostaria de ver. Quantas pessoas realmente leram este tweet? Ou ainda ser retuitado 90 vezes aumentou sua audiência em quantos por cento?

Tweets mais retuitados

Os dez primeiros podem ser vistos aqui.E a outras estatísticas já divulgadas aqui.

Uma última palavra. Eu não vou escrever retuitados com W nem sobre ameaça de tortura.

Nossa vida mudou, rápido, imprevisível e completamente, desde que a internet chegou. A última guinada foi a criação das redes sociais online. Facebook, Orkut, Twitter e outros estão pouco a pouco substituindo o bar, a janela e a praça em nossas vidas. Nada mais natural que a polícia entre nesta dança. Não a polícia da censura, nem a polícia da repressão. A polícia sã, progressista e inteligente é muito bem vinda.

O site Convince and Convert criou um infográfico ( a informação pode ser linda) sobre a atuação da polícia de Tio Sam nos sites de mídia social. Em inglẽs, infelismente nada é perfeito. Você, se está na rede, deveria ler. Bem aqui.

Polícias em Redes Sociais

Na primeira grande venda deste tipo, o  Hubo 2 , robô humanoide produzido na Coreia do Sul foi comprado por sete grandes universidades estadunidenses. MIT, Pennsylvania, Purdue, Carnegie Mellon, USC, e Virginia Tech são algumas da Universidades envolvidas na primeira grande transação comercial envolvendo robôs humanoides deste porte.

Trata-se de um robô com 1,25m de altura, pesando 45kg, avaliado em 3.4 milhões de dólares que foi desenvolvido para pesquisas em robótica.  Ou em outras palavras, um kit de desenvolvimento metido a besta. Graças a este sucesso de vendas, o ministério do conhecimento e economia da Coreia do Sul já anunciou pesados investimentos para retirar o atraso de 2.5 anos que o país acumula em desenvolvimento tecnológico na área de robótica se comparado com países mais avançados.

Dois e meio anos de atraso? Como diabos será que se calcula isso?

A importância desta venda, para nós meros mortais, é a difusão de tecnologia que pode provocar. Desenvolver um robô humanoide, além dos esforços de programação e eletrônicas envolvidos inclui um esforço fenomenal nas áreas de mecânica e usinagem. Pegar um kit pronto, com toda a mecânica funcionando e permitir que um grande número de programadores e engenheiros eletrônicos possam brincar com ele aumenta as chances de sucesso desta tecnologia. Tornar simples, geralmente torna possível. Foi mais ou menos isso que tentei lá em 2004 quando passei o ano inteiro visitando universidades brasileiras tentando convencer nosso doutos docentes a adotar o software livre para projetos de eletrônica e para o desenvolvimento de programas. A ideia era a mesma, pegar algo barato, simples e pronto, para permitir que nossos estudantes desenvolvessem tecnologia até em casa. Não colou. Fiquei com a impressão que faltava a comissão.

Quantos anos você acha que estamos atrás em desenvolvimento de tecnologia?

Eu tentei resistir. Foi mais forte que eu. Eu tenho que terminar pedindo, pelo amor de Deus, o telefone da Sarah Conor!.

Notícia original

Astrônomos descobrem evidências de outros universos enquanto estudavam o ruído de fundo do nosso próprio Universo. Aparentemente estas colisões deixaram hematomas no nosso universo.

No mês passado, dois renomados astrônomos publicaram um trabalho mostrando evidências de nosso universo seria: Eternamente cíclico. Isto quer dizer que haveria um e somente um universo que teria sido criado a uns 14 bilhões de anos, terminaria em algum ponto e começaria novamente com um novo BigBang. Esta semana, um grupo de internacional de astrônomos (Stephen M. Feeney, Matthew C. Johnson, Daniel J. Mortlock e Hiranya V. Peiris1) resolveu jogar água na fervura e publicou um trabalho mostrando evidências do choque de um outro universo com o nosso próprio universo. Por assim dizer, encontraram um olho roxo.

 Radiação de Fundo mostra sinais de colisão com o nosso universo.

Observando a radiação de fundo através de  um algoritmo de deteção de borda eles foram capazes de encontrar sinais do choque entre nosso universo e um dos seus vizinhos. Se comprovado estes sinais indicariam que nosso universo está em um cosmo composto de um sem número de outros universos, Como se cada um fosse uma bolha, dentro de uma coisa maior, e estas bolhas, de vez enquanto se chocariam. Os próprios pesquisadores ressaltam que estamos no início da pesquisa, são muitos dados e a tecnologia que usamos para analisá-los ainda é precária.

De qualquer forma, do ponto de vista da astronomia, estamos assistindo uma final de campeonato. O cara DePijama toma a liberdade de lembrar da Gigantesca Face de Marte, que povoou minha infância com possibilidades diversas de civilizações perdidas e que acabou por ser apenas um problema de resolução. Um problema de avaliação precipitada da informação coletada.

Trabalho original, para aqueles afeitos a fórmulas, matemática e deduções científicas pode ser encontrado aqui.

Ps. Entrevistado o Universo disse que ele caiu e bateu com o olho na maçaneta da porta.

A WWF criou um formato de arquivo, variação do pdf, que não pode ser impresso. Para que diabos, serve isso?

Funciona assim, você visita o site acima, baixa um programinha que instala uma nova impressora no seu computador. Quando tiver que imprimir alguma coisa, escolhe esta impressora e, em lugar de imprimir em papel, imprime no novo formato. Se por acaso, em algum momento quiser imprimir este  arquivo de verdade, no bom e velho papel, isto não será possível.  Parece boa a ideia. Eu apoio. Simplifica as coisas.Infelizmente só para o Mac.

No Windows e seus derivados, você pode usar o pdf creator basta baixar e instalar. Ele também cria uma impressora virtual que permite que você imprima em Pdf, verifique as propriedades, você pode alterar o direito de impressão em segurança. O efeito será o mesmo do novo formato.

No linux, especificamente no ubuntu, você precisará instalar o pacote cups-pdf. Também aqui, você pode verificar as propriedades do arquivo e impedir que ele seja impresso.

A inciativa da WWF é louvável e admirável por que facilita as coisas. Facilidade leva ao sucesso.

O cara DePijama acha que o efeito na natureza será muito pequeno. A imensa maioria do papel impresso no mundo tem origem em áreas replantadas, com cultivo controlado. No máximo, se tivermos sucesso absoluto, mudaremos de uma cultura  para a produção de papel para um outra cultura qualquer que pode ou não ser mais eficiente na absorção de carbono ou na emissão de oxigênio. Ainda assim, tem o mérito de fazer as pessoas pensarem no assunto e se convencerem da importância dos pequenos atos. Gente convencida tem muito poder!

Um pdf que não pode ser impresso serve para salvar o mundo, e você pode fazer isso hoje.

fonte: Fayerwayer

O satélite Demeter observou um gigantesco aumento nas ondas eletromagnéticas de ultra baixa frequência atingindo um pico na data do terremoto que arrasou o Haiti em janeiro.

Em 2004 a agência espacial francesa, Centre National d’Etudes Spatiales, lançou o satélite de pesquisa Demeter que, em órbita a 700km da superfície tem a ingrata função de observar a emissão de ondas ULV em todo o planeta. Esta semana cinco pesquisadores  – M. Athanasiou, G. Anagnostopoulos, A. Iliopoulos, G.Pavlos e K. David  –  divulgaram um paper  (Enhanced ULF radiation observed by DEMETER two months around the strong 2010 Haiti earthquake) apresentando os dados de um aumento de até 360% na emissão de ondas nesta faixa de frequência na época do terremoto do Haiti. Segundo o paper, as emissões começaram a aumentar um mês antes e, após ao terremoto, foi preciso mais um mês para que as emissões voltassem ao nível normal.

“Os resultados mostrados neste paper”, disse  Athanasiou, “são um indicador claro que a observação destas ondas pode ser muito útil como indicativos percursores de terremotos”.

Se assim o for, ou seja, se o paper for comprovado por outros estudos, este sinal ULF seria a ferramenta que todos buscamos para prever terremotos e evacuar a população antes que o mundo lhes caia sobre a cabeça.

Satélite descobre ondas capazes de prever terremotos

Se você tem estômago, o paper pode ser baixado aqui.

No dia 06 de dezembro de 2010, nossos telescópios, satélites e observatórios em geral, voltaram a registrar altos níveis de atividade solar. O Sol acordou e está rumando para um período de atividade máxima.

A foto que ilustra este artigo mostra uma ejeção de plasma com pouco mais de 800.000 quilômetros de comprimento e 111000 de largura. Alguma coisa com o comprimento de duas vezes a distância da Terra a Lua no seu apogeu. Uma das maiores ejeções de plasma notada nas últimas décadas.

Não trouxe nem trará nenhum aborrecimento para os pobres terráqueos, não afetou nem afetará as comunicações, não estava apontada em nossa direção e sequer é uma das maiores já registradas. É importante apenas por causa da magnitude e da beleza e por que, provavelmente marca o fim do mínimo solar.

Erupção Solar, início do período de máximo solar, cortesia do  Observatório solar da Nasa

Como você sabe o clima em nosso amado planeta depende dos humores do Sol. Estamos na, por assim dizer, atmosfera do Sol. Se por acaso a atmosfera do Sol esquentar as coisas aqui ficarão quentes.

O que talvez você não saiba é que o Sol tem ciclos de atividade, descobertos nos anos 1800 pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe. O quê o sr. Schwabe descobriu foi uma regularidade, ciclos, na quantidade de manchas solares. Manchas solares, são pontos do tamanho de planetas que de tempos em tempos aparecem na superfície do Sol, fruto das explosões que ocorrem internamente e do retorno de ejeções de plasma como a que vimos ontem a superfície. Esta atividade provoca alterações na magnetosfera do Sol, ejeta grande quantidade de massa e radiação e, eventualmente chega a criar sérios problemas com nossos dispositivos eletrônicos. Esta atividade também provoca um significativo aumento da temperatura da coroa solar e da, por assim dizer novamente, atmosfera solar.

O ano de 2009 marcou um mínimo solar. Chamamos de mínimo solar o período onde observamos o menor número de manchas solares. Mas não foi um mínimo qualquer, foi o menor mínimo em um século Outros sinais como a pressão do vento solar ou a quantidade de irradiação também apresentavam sinais claros que em 2009 estávamos experimentando um mínimo solar.

Observe que neste período de mínimo solar, quando a temperatura do grandão estava ridiculamente baixa nós, pobres inquilinos temporários desta rocha, continuamos observando sinais claros de aquecimento global. Provocados, como você está roxo de saber e ouvir falar, pelo tal do efeito estufa. É aqui que a imagem deste artigo fica importante.  Essa ejeção de plasma mostra o início do máximo solar.

Esta história de máximos e mínimos, são apenas uma observação do que acontece no Sol. Quando observamos isto não tínhamos um milésimo da tecnologia que temos hoje, ainda assim foi possível definir um ciclo de 11 anos que, ao longo dos últimos dois séculos se mostrou muito preciso, vamos considerar, só por um momento que esteja certo. Então, faça as contas comigo: 11 anos de ciclo implica em 5,5 anos em sentido crescente e 5.5 anos em sentido decrescente. Voltando ao início do parágrafo: Essa ejeção de plasma mostra o início do máximo solar ou seja, teremos 5.5 anos de acréscimo na atividade solar, 5.5 anos de acréscimos na temperatura da atmosfera solar. CINCO E MEIO ANOS DE ACRÉSCIMO NA TEMPERATURA DA TERRA.

Você estava preocupado com o efeito estufa? Não se preocupe, você ainda não viu nada! A coisa pode não ser tão linear como estou mostrando aqui. O objetivo era simplificar e mostrar o que está por vir.

Ps. Nada como um pouco de otimismo para começar o dia. 🙂