Steve Chamberlin, um morador da cidade de Belmont na California, que durante o dia trabalha desenvolvendo jogos de computador resolveu fazer um computador de oito bits criando a cpu com dispositivos integrados da década de 70 do século passado.

Denominado, com toda justiça de BMOW, que pode ser traduzido como Grande Emaranhado de Fios. O BMOW custou aproximadamente US$1000,00 e têm 1253 pedaços de fios, não soldados, em uma placa de interconexão (wire-up board. Eu não ouvia isso há uns 20 anos!).

Para entender:

Ele montou uma cpu e vários periféricos usando chips da famíia 74. Ou seja, fez na unha a alu, barramentos, registradores, stack pointer, etc..

Parte do projeto foi baseado no livro Computation Structures (MIT Electrical Engineering and Computer Science) de Stephen Ward e Robert Halstead parte desenvolvida através de um core simulado com Verilog. Só de curiosidade o MIT tem um curso gratuito, online sobre estruturas computacionais ou, como queira, arquitetura de computadores ministrado pelo próprio Stephen Ward.

Voltando…

O Bmow tem especificações nada modestas: CPU de 8bits, 24 bits de endereçamento, 4 registradores de 8bits, Interface para teclado, audio, display de lcd,  usb e clock de 2Mbits. As interfaces foram desenvolvidas com chips dedicados e compatíveis com a tecnologia da  cpu. Por exemplo o chip de vídeo é um UMC 70C171 que teve que ser garimpado em lojas de eletrônica com estoque de placas antigas.

Por antigas entenda com mais de 20 anos e não do mês passado.:)

Eu tive o prazer e a honra de trabalhar com a ACR-25 uma reprodutora de cassetes de vídeo para televisão broadcasting, que na verdade era um computador desenvolvido com esses mesmos chips ttl e sei como foi importante na minha formação entender exatamente como funciona uma cpu para poder, literalmente, trocar o 7404 que estava pifado dentro da ALU.

Prazer e honra hoje, mais de 20 anos depois. Na época era um inferno. 🙂

A foto a seguir é do BMOW rodando um programa de xadrez. Isso é sucesso!

Notícia Original

Uma equipe de pesquisadores espanhóis desenvolveu uma cadeira de rodas que é controlada apenas com as ondas elétricas do cérebro enquanto o ocupante pensa para onde quer ir.

O responsável pelo sistema, Javier Mínguez declarou que o objetivo é criar um equipamento capaz de dotar de mobilidade e independência pessoas com limitações motoras e que dependem de cadeira de rodas. O projeto foi desenvolvido na Universidad de Zaragoza.

O sistema consiste de uma tela com um software HUD 3D (heads Up Display) que mostra, em um ambiente 3d virtual, a região onde a cadeira se localiza. Um leitor de eletroencefalograma interpreta a vontade do usuário e converte esse comando em movimento. Para garantir um movimento mais seguro e sem choques o sistema é dotado também de um conjunto de sensores laser de proximidade.

Noticia Original

Antes de fechar essa janela, pense! Esta pode ser a última vez que você verá uma baleia azul em tamanho real.

Com essas frases o site chama a atenção dos visitantes para a campanha contra a matança de baleias. A animação em flash é intrigante e interessante e coloca o mamífero em perspectiva no seu broser e na sua cabeça de uma forma realmente inteligente e intrigante. Clique aqui para ver a animação.

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Palestra proferida na IV Semana de Tecnologia da Fatec.

Aparentemente a audiência gostou. Como ainda não dei a nota final do bimestre, tenho certeza que os meus alunos gostaram. 🙂

Quando pensamos em hardware livre pensamos em projetos como o simputer. Onde um grupo de engenheiros resolve liberar sob alguma licença os esquemáticos, a lista de material, os projetos das placas e, eventualmente, até mesmo os arquivos necessários para a fabricação de algum dispositivo.

Durante a palestra falei destes projetos mas, também falei sobre hardware reconfigurável. A verdadeira revolução que está ocorrendo no mundo do hardware em grande parte devido ao movimento de hardware livre.

Atendendo aos pedidos da audiência, ao longo dos próximos dias veremos artigos no DePijama sobre os projetos que citei e sobre hardware reconfigurável. Por equanto, você pode baixar uma cópia da palestra hardware-livre.

Os conceitos que levaram Matt Jefferies desenhar a Enterprise da série Jornada nas estrelas original em bom inglês.

Para aqueles jovens diretores e designers não deveria ser mais que um problema corriqueiro. Desenhar com coerência uma nave espacial de ficção para o piloto de uma série de TV.  Quis o destino que ao definir as formas da NCC-1701 Matt estivesse também definindo as formas de todas as naves de um dos mais cultuados universos de ficção ciêntifica.

O texto, mesmo em inglês, vale a leitura.

Dobrar e esculpir moléculas de DNA formando pequenas esculturas de tamanho nanométrico ficou mais fácil com um aplicativo licenciado como software livre e de código aberto.

Shawn Douglas é uma daquelas pessoas que vê o futuro e faz de tudo para que ele chegue logo. Misturando ciência com arte ele dobra moléculas e esculpe moléculas de DNA na esperança que em breve essa técnica seja usada para criar pequenas máquinas feitas de moléculas de DNA.

O processo é demorado e, como você pode imaginar, sujeito a muitos erros e reveses. Para simplificar as coisas a equipe do Dr. Shawn desenvolveu o caDNAno, um software que roda sobre a plataforma Adobe Air e que está licenciado usando a licença MIT.

O método utilizado para esculpir lembra a história do escultor que, quando confrontado por um discipulo estasiado com a beleza do cavalo que o mestre esculpira, perguntou: Mestre como é possível transformar um bloco de mármore em tão lindo cavalo? Ao que o mestre respondeu: Eu vou tirando da pedra tudo que não é cavalo.

O Dr. Shawn usa o mesmo processo, guardadas as proporções nanométricas. Ele começa emplihando uma série de tubos em uma forma geométrica sõlida no computador. Cada tubo representando uma única hélice de DNA. Depois vai retirando do bloco tudo que não faz parte da forma desejada.

Com a estrutura definida o Dr. Shawn vai para o mundo real, dobrando uma longa cadeia de DNA em uma pilha que é esticada e moldada na forma desejada. A cada passo do processo os tubos de DNA são grampeados no lugar.

Em um processo de cozimento e resfriamento, que leva uma semana as sequencias do DNA dos tubos e dos grampos  é unida nos lugares desejados o que garante a manutenção da forma. Os papers explicando esse processo detalhadamente estão disponívies na página do bom doutor.

primeiro origami de DNA foi criado em 2006 por Paul Rothemund, tratava-se de figuras interessantes porém em duas dimensões.  Pouco depois, Ebbe Andersen conseguiu construir uma caixa formada de seis painéis.

O trabalho do Dr. Shawn leva essa técnica a níveis inéditos mas, ele não está só. O próprio site do caDNAno lista alguns outros projetos de software para dobrar DNA que foram licenciados com licenças de software livre e /ou código aberto e estão disponíveis para download.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Chile em Santiago está ensinando robos a cair como parte do processo necessário para aprender a jogar futebol.

Pronto, finalmente está explicado por que eu não consigo jogar bola.

O Dr. Javier Ruiz-del-Solar e sua equipe  acreditam que parte do processo de jogar bola, como nós fazemos, incluí aprender a cair.  Seja para evitar um gol, seja para evitar danos ao corpo do e mecanismos do robo.

O objetivo é chegar em 2050 com um time de robos capazes de fazer frente a seleção brasileira em uma final de copa do mundo. Objetivo mundial. Uma inciativa chamada de RoboCup

  • Primeiro ensinamos a correr atrás da bola…
  • Depois ensinamos a chutar…
  • Agora os colocamos de pé e os ensinamos a cair…
  • Proximo passo: Ensinar a chorar quando o time perder.

Apesar do meu tom de sarcasmo, o projeto é sério, latino e pode levar a máquinas mais inteligentes e capazes de exercer tarefas mecânicas com mais presição e segurança. livrando o homem de tarefas perigosas como mineração e compras no supermercado.

Notícia Original

Projeto internacional pretende criar uma distribuição Linux para uso nas universidades.

O projeto LULA (que nome criativo!) Linux para Universidades Latino Americanas está sendo tocado em conjunto por várias universidades do nosso amado idolatrado, salve salve, continente.

O objetivo é criar uma distro comum com o suporte necessário ao ensino universitário que possa ser usada, desenvolvida e compartilhada por todas as universidades do continente. Todas não. Corrigindo-me só as que já se decidiram por ensinar seus alunos.

O Brasil está representado no consórcio pela Universidad Federal de Santa María mas temos universidades argentinas, chilenas, portuguesas e espanholas.  O projeto é coordenado pela catédra da Telefônica da Universidade de Extremadura.

linux
Creative Commons License photo credit: phauly

Por incrível que pareça a notícia deste projeto chegou até mim via BarraPunto

Por Amit Chattopadhyay

Segundo a Information Week a Microsoft foi condenada a pagar indenização de US$200 milhões por violação de patente em tecnologias usadas no Word para controle da formatação de textos.

Segundo o advogado da parte ofendida, uma corte federal, americana, no estado do Texas considerou a gigante de Redmond absolutamente culpada de violação de direitos de patentes da empresa canadense i4i referentes a um sistema de controle de formatação de textos usado no word.

Segundo a matéria original, a Microsoft ainda não se pronunciou sobre o caso. Essa não é a primeira, nem será a última vez que veremos uma empresa como a Microsoft sendo julgada e condenada, ao menos em primeira instância, por violação de direito de patentes.

Da forma como a legislação mundial de patentes está antiquada, tudo que podemos dizer sobre isso é que aqui se faz, aqui se paga. Pelo menos em termos de honorários advocatícios.

Update:

Relendo a notícia percebi que não incluí um pequeneo detalhe a patente em questão refere-se a tecnologias XML para controle da aparência de textos usando etiquetas embutidas no próprio texto. Tecnologia esta que foi usada e abusada nos Word 2003 e 2007.