Três relatos de uma nova técnica cirúrgica prometem diminuir o risco de infecções hospitalares, simplificar as cirurgias e diminuir o tempo de permanência nos hospitais antes e depois das intervenções, dos dois lados do Atlântico.
Hospital de clinicas de Barcelona extrai rim pela vagina:  Pela primeira vez na Europa, uma equipe médica foi capaz de extrair um rim, afetado por um tumor maligno, via vagina. A cirurgia é conduzida por duas pequenas incisões no abdomen e uma terceira no interior da vagina por onde o rim é removido. A técnica minimiza o tempo de internação e os danos plásticos já que não deixa cicatrizes aparentes.

equipe médica que removeu o apêndice via vaginaApêndice removido pela vagina: Pela primeira vez nos EUA, uma equipe de cirurgiôes conseguiu extrair um apêndice inflamado pela vagina da paciente. A técnica conhecida como Natural Orifice Translumenal Endoscopic Surgery (NOTES) ou em português Cirurgia endoscópica Iluminada via Orifícios Naturais permite que órgãos danificados sejam removidos atráves das cavidades naturais do corpo. Boca e vagina, até agora. As cirurgías são rápidas e minimamente invasivas.

Vesícula biliar removida pela vagina: A mesma equipe do San Diego Medical Center da Universidade da Califórnia que retirou o apêndice acima também retirou uma vesícula biliar de outra paciente.

Em resumo, a técnica consiste em introduzir um ou mais tubos extra-finos para iluminação interna, câmeras e ferramentas de corte e cauterização pelo menor orifício possível, de preferência via vagina e remover o órgão problemático.

Se eu fosse mulher e tivesse um dente inflamado não iria no San Diego Medical Center.

Há algumas semanas apresentei um vídeo de uma intrigante reação química cíclica. Esse é outro que vale a pena assistir. Consiste de uma gota de mercúrio em sobre um receptáculo de vidro coberto por uma solução de cloreto de potássio em um concentrado de acido sulfúrico.

Para iniciar a reação cíclica aproximamos uma agulha de ferro até quase tocar o mercúrio.

A solução cria uma camada sobre a superfície do mercúrio que diminui a tensão superficial do mesmo, permitindo que a gota se achate e aumente o raio da sua circunferência tocando a agulha de ferro. Nesse momento os íons migram da superfície do mercúrio para o ferro aumentando a tensão superficial que diminui a circunferência da gota afastando-a da agulha de ferro e o processo recomeça.

A locução detalha os elementos criados na reação.

Cientistas descobrem como plantar em solo lunar.

foto do solo lunarAntes de pensar em colonizar a Lua, precisamos encontrar uma forma de plantar na superfície lunar. Não só para produzir alimento mas também para produxir oxigênio.

Um dos subprodutos das missões Apollo, foi a determinação da composição provável do solo lunar. Esse solo não é exatamente ideal para a agricultura. Faltam algumas coisas importantes como: resíduos orgânicos, água e ar. Mas, ao que tudo indica os cientistas acharam uma solução para esse pequeno problema além de, é claro, levar alguns milhões de toneladas de terra de Roraima para a Lua.

Ao que parece tudo que será necessário será fertilizar o solo lunar com uma espécie de bactéria que irá produzir os nutrientes necessários. Além, é claro de água, ar e blindagem contra radiação espacial. Meros detalhes.

A Sras.  Natasha Kozyrovska e Iryna Zaetz da National Academy of Sciences de Kiev conseguiram bons resultados plantando em uma rocha terrestre, cuja composição é semelhante ao solo lunar, usando a tal da bactéria.

Apesar do meu tom de brincadeira o estudo é sério e foi apresentado no encontro da European Geosciences Union (EGU) em Viena.

Notícia Original

Cansado de usar sempre as mesmas fontes? Não encontrou nenhuma que seja “exatamente” o que está precisando?

fontstruct editor de fontes onlineTipografia é coisa para gente grande. Eu nem me arrisco. Uma arial alí, uma tahoma acolá e basta. Mas, quem sou eu? Pobre desenvolvedor sem gosto artístico ou disposição para o design.

Se esse não for o seu caso o site FontStruct pode ser a solução dos seus problemas.

Com uma interface simples para lá de objetiva, permite que você meta a mão na massa e crie suas próprias fontes e compartilhe essas fontes com seus amigos ou com o mundo.

Infelizmente, precisa de um registro, ou seja, de um e-mail válido. Por outro lado, observe que as fontes criadas pertencerão ao autor que poderá escolher distribuir seu trabalho em uma licença creative commons ou não.

O processo de criação é simples. Uma vez que você tenha se registrado no site, e confirmado seu e-mail será levado a uma página onde poderá criar uma nova FontStructions.

Uma FontStructions é uma estrutura de fonte.

A criação é simples, você será direcionado a um aplicativo flash que permitirá que você desenhe cada letra da sua fonte da forma que quiser, em um processo simples e intuitivo. Não requer prática nem habilidade. Talvez, um pouquinho de inglês ajude.

Uma vez que  fonte tenha sido criada, você poderá salvar e instalar na sua máquina, colocar a venda ou disponibilizar gratuitamente no site.

O vídeo aí do lado é de uma partida de Mindball.

Você coloca uma tiara que é ligada a um computador e de acordo com suas “ondas mentais” a bola se meche em direção ao gol adversário. Seu adversário faz o mesmo e tenta colocar a bola no seu gol. Daaaah!

Enquanto a partida é disputada um display mostra o eletro-encefalograma dos participantes. Para a… torcida?

Veja que pico interessante! Não deprimiuu….

Aqui está o blog do inventor do treco. Em italiano. Aparentemente quem está mais relaxado consegue melhores resultados.

Nenhum jogador quis declarar em o quê estava pensando na hora do gol.

pessoa usando o leitor de mentes da segaEsta parece ser a mais recente e pitoresca utilização de ondas elétricas geradas pelo cérebro para controlar dispositivos.  Mas não é a única.

No blog do próprio inventor do MindBall existe uma matéria sobre a pesquisa da Sega em torno de um controle “mental” para video games. Essa matéria saiu no Gizmodo há algumas semanas e, por falta de tempo, deixei passar.

Há alguns dias, o Yahoo! começou um teste em base reduzida para determinar o grau de aumento de faturamento seria obtido com o uso da tecnologia do Google como base para a distribuição de anúncios derivados de buscas. Hoje, convenientemente, o resultado vazou na imprensa.

Sucesso. Em resumo, o que o artigo diz é que segundo os analistas de mercado, o acordo de parceria entre o Google e o Yahoo! poderia aumentar o faturamento do Yahoo! em mais de 1 bilhão de dólares ao ano. Isso graças ao fato que o faturamento por busca do Google é muito maior que o faturamento atual do Yahoo! para a mesma unidade.

Fato indiscutível. Aliás é por isso que o Yahoo! está indo para cucuia, como as pessoas educadas diriam no tempo de meu pai.

O interessante da matéria, não é propriamente o resultado. Resultado esse que não deveria surpreender ninguém. O interessante é o vazamento do resultado.

Trata-se é claro, de mais uma estratégia do conselho do Yahoo! para forçar o aumento da oferta da Microsoft.

A oferta inicial fora de 42 bilhões de dólares. Parte em dinheiro vivo, parte em ações da Microsoft. Como o mercado não gostou muito dessa idéia da Microsoft as ações da Microsoft cairam e o valor total da oferta também. A última vez que vi, essa oferta estava na casa dos 38 Bilhões.

O conselho do Yahoo! já disse com todas as letras que vende, sem dó nem piedade, desde que a Microsoft chegue no valor justo. O conselho da Microsoft já disse com todas as letras que não aumenta a oferta.

O vazamento do resultado desse teste vazado na imprensa serve para pressionar a Microsoft. A lógica é simples: Aí! O problema é o seguinte, se não abrir a mão vou fechar acordo aqui com o Google e a coisa vai ficar feia para o seu lado!

Por outro lado, o conselho manda uma mensagem bem educada para os acionistas: Prezados amigos, por favor fiquem tranquilos, temos como aumentar o nosso faturamento e garantir os rendimentos no final do ano.

Brilhante!

Mas, tem sempre um mas. Pode ser que a coisa não saia exatamente como o esperado.


Creative Commons License photo credit: Programmerman

O Sr. Ballmer não ficou conhecido no mercado por sua cautela e timidez. Eu aposto que a essa hora ele deve estar fazendo o Monkey Boy em cima da mesa dos analistas de mercado. E há uma grande chance de que ele opte por retirar a oferta.

Por outro lado, existem acionistas que devem estar vendo com diconfiança essa parceria com o Google. Não se trata de terceirizar o cafézinho ou a embalagem, ou a distribuição de produtos. Se trata de terceirizar o faturamento da empresa. O coração da coisa.

A parceria indica que usando o Google o Yahoo! fatura mais. Mas também indica que o Google! fatura mais. Então, por que diabos eu vou deixar minha grana na ponta se eu posso ganhar mais na fonte?

A jogada é brilhante, mas arriscada. Se eu tivesse que apostar, apostaria na retirada da Microsoft e na continuidade do Yahoo! sem a parceria com o Google.

Vocês já repararam que, na grande maioria dos filmes e séries americanas, todas as vezes que aparece um computador em destaque é um mac?

Se o computador está lá no fundo, abandonado e a tela aparece, ou está desligado ou é windows.

Raramente se vê um computador com linux, com interação direta com um personagem em primeiro plano então, é quase impossível.

Essa semana, no nono episódio da terceira temporada da série Criminal Minds, a analista de informação do time principal foi baleada e, para investigar o caso, foi necessário chamar um outro analista de informações.

A reação dele quando começa a usar o computador dela é:

Uau! este sistema é insano! Completamente baseado em Linux… desenvolvido em código aberto… você não vê coisas assim no governo, a mesno que esteja na Suiça ou em…”

A série é boa, vale a pena perder uma hora por semana para acompanhar. Os analistas de informação do FBI, como sempre, conseguem tirar senhas de quadros na parede ou da cor da tinta da sala mas, o divertimento compensa. Ainda mais agora que eu sei que a Garcia usa Linux.

Infelizmente o computador em questão é usado por uma hacker com sérios problemas de relacionamento pessoal e capacidade tecnológica muito acima da média e não por uma pessoa comum. Mas, já é alguma coisa.

O menino Nico Marquardt, que certamente não tem trabalho de casa suficiênte nem namorada, refez os cálculos da Nasa e afirma que as chances do asteróide apophis se chocar contra a terra são maiores do que se esperava.

As previsões da Nasa são de que existe 1 chance em 45000 de que o asteróide apophis se choque com a terra lá no ano de 2036. Contudo, a agência espacial européia concorda com o  jovem Nico, e acredita que a chance seja de 1 em 450. Droga!

O jovem Nico, refez os cálculos da Nasa como parte de um projeto de feira de ciência que ele chamou de “Apophis, o asteróide mortal”.

O asteróide apophis foi nomeado em homenagem a um deus egípicio das trevas e do caos, que tem a forma de uma serpete e que, segundo a mitologia egípicia do segundo reinado se opunha a Ra em uma luta sem fim pelo controle do universo.

Não poderiam ter escolhido nome melhor.

Na mitologia apep (apophis é a versão grega desse nome)  é a própria encarnação do mal.

E se esse asteróide se chocar com o planeta veremos a verdadeira definição de caos ao vivo e a cores. Com uma massa aproximada de 2.1e+10 kg a energia liberada no impacto seria alguma coisa perto de 4.0e+02 MT ou o equivalente a, um pouco mais, um pouco menos que 40 bombas de hidrogênio explodindo ao mesmo tempo, ou ainda, se não tiver sido suficiênte para você, o equivalente a 30.000 bombas de hiroshima.

NADA DE PÂNICO! Não é para agora.

A Nasa tem uma escala para medir o grau de dano que um determinado asteróide pode causar e chamada de Potentially Hazardous Asteroids Scale  e que pode ser sumarizada no gráfico a seguir. 

gráfico de frequência, impacto, efeito

Os pontinhos vermelhos, arte minha, mostram a região mais provável onde apophis provavelmente vai aparecer nesse gráfico. Note que ele estar muito próximo do limiar de tamanho onde começam a ocorrer tsunamis, devastação em larga escala e mudanças climáticas. Mas ainda está longe da área de extinção em massa.

NADA DE PÂNICO! AINDA!

O apophis deve passar próximo da Terra em duas ocasiões: em 2029 onde até mesmo um garoto de 13 anos é capaz de concordar, as chances de impacto são mínimas e em 2039 quando as chances são maiores.

Caso o impacto ocorra, provavelmente veremos ondas gigantescas varrendo as costas de todos os continentes, terremotos e explosões vulcânicas por todo o planeta e, depois que o pior passar, teremos uma fina camada de poeira tampando o sol por dois ou três anos.

Obviamente, os efeitos serão diferentes dependendo de onde o asteróide bater. Impacto sobre a água em região profunda deve amenizar os efeitos de terremotos e vulcões e aumentar os efeitos de maremoto e vapor lançados na atmosfera. É claro que a Nasa não consegue dizer exatamente onde o asteróide vai se chocar, mas apresenta um pequeno mapa onde a probabilidade é maior.

regiões onde o risco de impacto é maior

Devemos lembrar que ainda temos 31 anos para resolver nossos problemas de política internacional, começar a ver o planeta como uma unidade e criar um sistema de defesa global que permita explodir esse asteróide e outros como ele, antes que cheguem perto do nosso amado lar.

Agora sim. PÂNICO!

Update: Não, nada de pânico, segundo essa notícia o risco do apophis se chocar contra a terra continua na casa do 1 contra 45000. Aparentemente a notícia sobre o menino alemão é um terrível boato que se espalhou pela internet.

Então organizando: O asteróide existe, tem chances de acertar o planeta de 1 em 45000 ou perto disso, se acertar vai causar maremotos, terremotos, errupções vulcânicas e uma gigantesca núvem de poeira. Mas o menino alemão não corrigiu a nasa em nada.

Ah! Tá! Agora fiquei mais tranqüilo!