Fungo encontrado em Chernobyl cresce em ambiente radioativo

Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, encontraram evidências que um certo tipo de fungo possui outras capacidades além de decompor matéria. Ao que tudo indica, uma espécie de fungo negro pode usar a radioatividade como fonte de energia para fabricar alimento e continuar crescendo. Essa descoberta pode ser utilizada para alimentar astronautas no futuro. Desde que eles estejam dispostos a comer fungus.


 photo credit: Carl Montgomery

A pesquisa começou quando foi descoberto um estranho fungo negro nas paredes internas do reator de Chernobil. Recolhido por robos e analisado o fungo mostrou-se rico em melanina. A mesma substância que dá cor a pele humana.

Segundo o líder do projeto, Arturo Casadevall, a pesquisa começou a cinco anos quando ele ouviu que um robo, enviado ao núcleo do reator, havia retornado com amostras de um estranho fungo negro.

A hipótese a ser provada é que a melanina, no fungo, esteja agindo da mesma forma que a clorofila nos vegetais. Transformado radiação eletromagnética em outra forma de energia.

Até agora os pesquisadores conseguiram observar uma alteração na estrutura eletrônica da melanina quando exposta a radiação ionizante.

Ressalte-se que a melanina do fungo é igualzinha a sua.

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