Todos sabemos que ganhar um cliques é coisa rara. Também concordamos que o visual importa muito para chamar a atenção para os anúncios em nossos blogs. Como nem todos nós somos designers melhorar uma área tão pequena da página sem ofender as políticas do adsense não é exatamente a coisa mais simples do mundo. 

Preocupados com isso o pessoal do Web2.0 Magazine resolveu dar uma ajuda e publicou uma lista com 29 designs (com código) para melhorar o visual dos seus anúncios. 

Algumas idéias são muito boas e, no mínimo servem como inspiração.

Graças a uma inacreditável falha de segurança é possível encontra diversos números de série de software comerciais no Google. 

Tente a seguinte busca, mantendo as aspas e substituindo nome, pelo nome do software desejado. Só de curiosidade e lembre que usar esses números é pirataria. E no Brasil pirataria dá cadeia.

"Belarc Advisor Current Profile” “Software Licenses” “nome” key:

O Resultado será uma lista de seriais, algo parecido com:

Essa lista é proveniente dos pobres e incautos usuários que registraram suas licenças no serviço Belarc Advisor cheios de boa intenção e com o objetivo de não perder seus tão valiosos seriais. No entanto, a Belarc não parece entender muito de tecnologias recentes como: Intenet e deixou os números de série em diretórios que podem ser indexados pelo google.

Não precisa correr, lembre que é crime e que os programas mais recentes precisam de ativação via telefone ou internet. Mesmo assim. para uma empresa que pretende zelar pelos dados dos usuários, seria bom se o webmaster soubesse, pelo menos, o que é um robots.txt.

Notícia original 

Tomotaka Takahashi um projetista de robôs da Universidade de Kyoto. Apresentou um modelo de robô feminino. Como podemos ver:

 

Como a amável leitora pode ver, o pequeno dispositivo (35cm) já tem a beleza e o charme, necessário para identificarmos a feminilidade ao primeiro olhar.

A gatinha foi criada com o auxílio de várias modelos profissionais, dois giroscópios e 23 motores controlados por um computador interno. Parece estranho mas o Sr. Tomotaka equacionou a graça feminina.

Cruz credo!

Agora os marmanjos cibernéticos só precisam esperar uns 18 anos e uns 140 cm a mais para cantar a beldade. Pensou em comprar uma? Foram feitas apenas duas e o Sr. Tomotaka está pensando em vender uma delas um leilão com lançe inicial de $300.000 (acho que dólares…)

Notícia original.

Coincidentemente depois de ficar quase doze horas fora do ar o Bayimg voltou ao ar. Curiosamente, agora existe um javascript que impede que você copie o link da imagem para uso no seu blog.

Por enquanto não existe nenhuma proibição quanto a esse uso. No entando, agora você terá que ver o código fonte para encontrar o endereço da imagem desejada.

Provávelmente o próximo passo será proibir esse tipo de uso. É uma pena que eles estejam mostrando tão pouca visão empresarial.

 

Três dias depois do lançamento o site de hospedagens de imagens Bayimg dançou!

Está fora do ar desde 03:25 da manhã de hoje, ou pelo menos foi o horário que o benchmark que deixei testando o site indicou como "address not found".  E continua fora do ar enquanto escrevo essas mal traçadas linhas.  O problema não parece ser de banda, parece ser alguma coisa com o registro do domínio ou com a resolução do DNS.

Espero que o serviço seja reestabelecido em breve. A idéia é muito boa. E eu havia anunciado suas possibilidades aqui.

Seguindo meus prórios conselhos, usei os serviços deles em um artigo. Cujas imagens não estão disponíveis. Vou manter o artigo inalterado até segunda-feira próxima, se o serviço não voltar volto a usar o meu próprio host para armazenar minhas imagens.

O problema ainda não foi relatado em nenhum site de notícias ou bolg que eu assine.  Minha mãe sempre dizia que o apressado come cru e quente. Entendi!

Vou tecer algum comentários sobre a GPLv3, ao longo desse fim de semana. Então, para começar vamos ler o que o homem por trás dessa história tem a dizer. Para tal, traduzi o texto de um artigo dele que está disponível em um wiki da Free Software Fundation Latin América

Sei que trata-se de um wiki e que eu poderia ter logado e traduzido em loco. Não o fiz por respeitar o trabalho que a FSFLA está desenvolvendo e por não saber se meu estilo de tradução se coaduna com os anseios da FSFLA. Então, os que lerem essa tradução, considerem-na apenas o que é: uma tradução; e como tal sujeita as imperfeições do tradutor.

Por que Atualizar para a GPL Versão Três

Richard Stallman

A versão três da Licença Pública Geral GNU será finalizada
em breve, possibilitando a pacotes de Software Livre uma atualização da GPL
versão dois. Este artigo explica por que é importante fazer a atualização de
licença.

Em primeiro lugar, é importante observar que a atualização é
uma escolha. A GPL versão dois vai continuar sendo uma licença válida e nenhum
desastre vai acontecer se alguns programas continuarem sob a GPLv2 enquanto
outros avançarem para a GPLv3. Essas duas licenças são incompatíveis, mas isso
não é um problema sério.

Quando dizemos que a GPLv2 e a GPLv3 são incompatíveis,
significa que não há um meio legal de combinar código sob a GPLv2 com código
sob a GPLv3 em um único programa. É assim porque ambas a GPLv2 e a GPLv3 são
licenças copyleft: cada uma delas diz: "Se você incluir código sob esta
licença em um programa maior, o programa maior deve estar sob esta licença
também." Não há como torná-las compatíveis. Nós poderíamos adicionar uma
cláusula de compatibilidade com a GPLv2 na GPLv3, mas isso não seria o
suficiente, porque a GPLv2 precisaria ter uma cláusula similar.

Felizmente, incompatibilidade entre licenças somente importa
quando você quiser usar, mesclar ou combinar código de dois programas diferentes em um único programa. Não há problema em ter programas cobertos pela
GPLv3 e programas
cobertos pela GPLv2 lado a lado em um sistema operacional.
Por exemplo, a licença TeX e a licença Apache são incompatíveis com a GPLv2,
mas isso não nos impede de rodar o TeX e o Apache no mesmo sistema com Linux,
Bash e GCC. É assim porque todos são programas separados. Do mesmo modo, se
Bash e GCC mudarem para a GPLv3, enquanto o
Linux continuar sob a GPLv2, não há nenhum conflito. 

Manter um programa sob a GPLv2 não criará problemas. A razão
para migrar são os problemas existentes que a GPLv3 vai resolver.

Um grande perigo que a GPLv3 vai bloquear é a tivoização. Tivoização significa computadores (chamados de "appliances")
que contêm software coberto pela GPL que você não pode alterar, porque o dispositivo
se desliga ao detectar software modificado. O motivo usual para a tivoização é que o software apresenta
características que o fabricante acredita que muitas pessoas não vão gostar. Os
fabricantes destes computadores tomam vantagem da liberdade que o Software
Livre oferece, mas eles não deixam você fazer o mesmo.

Alguns argumentam que a competição entre estes dispositivos
em um mercado livre deveria ser o suficiente para manter características maliciosas
em um nível reduzido. Talvez a competição sozinha evite funções arbitrárias e
sem sentido, como "Deve desligar entre as 13h e 17h toda
terça-feira", mas mesmo assim, a escolha dos mestres não é liberdade.
Liberdade significa que você controla o que o seu software
faz, não apenas que você pode implorar ou ameaçar alguém que decide por você.

Na área crucial das Restrições de Digitais de Gerenciamento
– funções maliciosas projetadas para restringir seu uso dos dados no seu
computador –  a competição não ajuda, por
que a competição relevante é proibida. Sob o Digital Millenuium Copyright Act e
leis similares, é ilegal nos EEUU e em muitos outros países, distribuir
reprodutores de DVD a não ser que eles restrinjam o usuário de acordo com as
regras oficiais da conspiração DVD (seu sitio web é <URL>, mas as regras não parecem estar
publicadas lá). O público não pode rejeitar a DRM através da compra de
reprodutores não DRM, por que nenhum está disponível. Não importa quantos
produtos estejam disponíveis para a sua escolha, todos eles tem algemas
digitais equivalentes.

A GPLv3 garante que você é livre para remover as algemas. Ela
não proíbe o DRM, ou qualquer outro tipo de funcionalidade. Ela não coloca
limites nas funcionalidades substantivas que você pode adicionar a um programa
ou remover dele. Ao contrário. Ela garante que você é tão livre para remover
funcionalidades maliciosas quanto o distribuidor da sua copia e livre para
adicioná-las. Tivoização é o modo que
eles encontraram para negar sua liberdade. Para proteger sua liberdade, a GPLv3
proíbe a tivoização.

O banimento da tivoização
aplica-se a qualquer produto que seja usado pelos consumidores, mesmo
ocasionalmente, espera-se que a GPLv3 tolere a tivoização somente para produtos que são quase exclusivamente
voltados para negócios e organizações. (o último rascunho da GPLv3 explicita
esse critério).

Outra ameaça que a GPLv3 obstrui são os acordos de patentes
como o acordo Novell-Microsoft. A Microsoft deseja utilizar suas milhares de
patentes para fazer os usuários do GNU/Linux pagar pelo privilégio de uso Ã
própria Microsoft, e fez esse acordo para tentar conseguir isso. Em contra
partida, o acordo oferece aos clientes da Novell proteção limitada das patentes
da Microsoft.

A Microsoft cometeu alguns poucos erros no acordo
Novell-Microsoft, e a GPLv3 foi desenhada para voltar esses erros contra a
Microsoft, estendendo a proteção limitada a toda comunidade. Para obtermos essa
vantagem, primeiro, os programas precisam usar a GPLv3.

Os advogados da Microsoft não são estúpidos, e na próxima
vez eles criaram uma forma de evitar esses erros. No entanto, a GPLv3. diz que
eles não terão uma próxima vez. Liberar um programa sob a GPL versão três
protege esse programa das tentativas futuras da Microsoft de fazer a coleta de
royalties dos usuários de programas.

A GPLv3 também fornece uma proteção de patentes explícita
para usuários contra colaboradores e distribuidores. Com a GPLv2, os usuários
dependem de uma licença de patentes implícita para assegurarem-se de que a companhia
que está fornecendo uma cópia não os processará, ou processará as pessoas para
quem ele está distribuindo uma cópia, por quebra de patentes.

A licença de patentes explícita da GPLv3 não vai tão longe
quanto gostaríamos. Idealmente nós poderíamos fazer com que todo mundo que
redistribuí um código coberto pela GPL desistisse de todas as suas patentes de
software, junto a todos que não distribuem código coberto pela GPL. Patentes de
software é um sistema absurdo e vicioso que coloca todos os desenvolvedores de
software sob perigo de processos por companhias que eles nunca ouviram falar,
assim como de todas as megacorporações do setor. Normalmente programas grandes
combinam milhares de idéias, então não será surpresa se eles contiverem idéias
cobertas por centenas de patentes. As megacorporações  colecionam milhares de patentes e usam essas
patentes para perturbar pequenos desenvolvedores. Patentes sempre obstruem o
desenvolvimento de software livre.

A única forma de fazer o desenvolvimento de software segure
é abolir as patentes de software, e nós pretendemos atingir esse ponto algum
dia. Mas nós não podemos fazer isso usando uma licença de software. Qualquer
programa, livre ou não, pode ser morto por uma patente de software nas mãos de
um terceiro não relacionado, e uma licença de software não pode impedir isso.
Somente decisões judiciais, ou mudanças na lei de patentes podem fazer o
desenvolvimento de software seguro das ameaças das patentes.  Se nós tivéssemos tentado fazer isso com a
GPLv3, falharíamos.

Consequentemente, a GPLv3 busca limitar e direcionar o
perigo. Em particular, nós tentamos salvar o software livre de um destino pior
que a morte. Ser efetivamente transformado em software proprietário via patente.
A licença explícita de patentes da GPLv3 garante que companhias que usem a GPL
para dar aos seus usuários as quatro liberdades não poderão desistir e usar
suas patentes para dizer a alguns usuários “Isto não incluiu você”. Isto  também os impedirá de criar conluios com
outros detentores de patentes para fazer esse tipo de coisa.

Vantagens extras da GPLv3 incluem melhor
internacionalização, terminação mais delicada, suporte ao BitTorrent e
compatibilidade com a licença Apache (para informações completas veja:
gplv3.fsf.org) Por tudo e em tudo, todas as razões para fazer a atualização.

As chances indicam que não pararemos quando a GPLv3 for
liberada. Se novas ameaças  à s liberdades
dos usuários surgirem, nós teremos que desenvolver a  GPL versão quatro. Será importante termos
certeza que os programas não terão problemas quando o tempo da GPLv4 chegar.

Uma das formas de fazer isso é liberar seu programa sob “GPL
versão três e qualquer versão posterior”. Outra forma de fazer isso é se todos
os desenvolvedores de um programa nomear um procurador que decidirá sobre a
atualização para uma versão futura da GPL. O terceiro caminho é que todos os
colaboradores atribuam o direito de cópia (copyright) a um único detentor dos
direitos de cópia, o qual estará apto a decidir pela atualização de versão. De
uma forma ou de outra, o programas devem prover essa flexibilidade no futuro.

Copyright
2007 Richard Stallman
Verbatim
copying and distribution of this entire article are permitted worldwide without
royalty in any medium provided this notice is preserved.

 

Por favor, sintam-se livres para utilizar esse texto em português da forma que desejarem sem necessidade de citar o humilde tradutor ou de atribuir a esse qualquer direito de copyright que eventualmente exista. A grafia itálica para a palavra tivoização é minha.

Abaixo estão alguns dos mais estranhos e bem intencionados despertadores à venda na Internet. Estão na ordem em que fui recebendo os links durante a semana. Alguns amigos resolveram me ajudar a sair da cama mais cedo e criaram uma corrente de e-mails com sugestões de despertadores que compartilho com vocês.

Clocky

Já deu para entender? Ele desperta e sai rolando pelo quarto. Assim para fazer ele parar de tocar você tem que sair da cama.

Disponível aqui.

O interessante é que vi esse projeto há alguns anos como uma brincadeira de estudantes em uma universidade americana.

Danger Bomb Clock

Você desperta ao agradável som de explosões e para desligar o bicho precisa acertar o código que desarma a bomba.

Disponível aqui.

Flying Alarm Clock

Adivinhou? Não? Quando desperta, a parte de cima sai voando pelo quarto. A única forma de parar o ruído é abater a parte voadora e colocar o dispositivo de volta na base.

Disponível aqui.

Sonic Bomb Alarm Clock with Bed Shaker

Esse ai vem com um somzinho de 113 decibéis (uma britadeira tem 100) e com um dispositivo que balança a cama. Garantido que acorda qualquer membro do Mono/Moonlight Team.

Disponível aqui.

Carpet Clock

A idéia veio das máquinas com sistema de segurança que evitam que os operários percam as mãos. Um botão de cada lado para garantir que as mãos não estão na prensa. Aqui é o mesmo, tem que colocar os dois pés no chão para silenciar o monstro. Não consegui achar o preço mas você pode encontrar mais informações aqui.

Olhando esses despertadores fica uma questão interessante no ar: Como é que, com tantos problemas para sair da cama, eles se tornaram a economia mais fortes do planeta?

Não vou comprar nenhum deles e, caso alguém esteja com alguma idéia boba na cabeça, aviso: Sempre deixo um martelo à mão quando vou dormir. 🙂

Que tal armazenar as imagens do seu blog em um disco sem limite definido, com uma banda de acesso de algumas dezenas de Terabytes por mês?

Apesar do barulho danado que fizeram com relação ao lançamento do BayImg, ninguém comentou que esse é um serviço para lá de útil

para os pobres blogueiros abandonados em uma esquina da Internet, sem dinheiro para comprar bandas e mais bandas para suas imagens preferidas. Mas é.

O Serviço funciona assim: Você faz o upload da imagem, cria um código para remoção dessa imagem, secreto. Atribui uma tag para ela e voilà !

O Bayimg lhe devolve um link para sua imagem, prontinho para ser inserido no seu blog, Se não bastasse isso, o Bayimg suporta 140 tipos de arquivos de imagens diferentes e permite que você redimensione suas imagens online.

Ah! A amável leitora conhece um monte de serviços iguais a esse? Eu também. Mas esse tem pedigree foi desenvolvido pelos mesmos sujeitos que criaram o The Pirates Bay, um site de search de Torrents. Não vou entrar no mérito do site original deles, nem fazer preleção contra a pirataria. Eles até podem não ser boa compania para seu filho de 13 anos, mas que eles entendem de banda entendem. Então faça assim: Sabe aquela imagem que você sempre quis botar online, mas era muito grande para o seu site? Teste usando-a direto no seu próprio blog e vindo do Bayimg. Quem for mais rápido leva.

O teste é importante por que dependendo do seu provedor, de onde ele está localizado e do tráfego da internet na região do provedor pode ser que seja mais rápido manter a imagem no seu próprio provedor.

Ooops! Já ia esquecendo, o serviço não tem nenhum tipo de censura, exceto pela legalidade das imagens.

Primeiro, primeiríssimo e antes de qualquer coisa, um esclarecimento: Estou começando uma nova categoria nesse blog, entrevistas. A primeira é com Everaldo Canuto.
Everaldo, além de meu amigo pessoal é também um dos melhores desenvolvedores que conheço. Capaz de programar bem em qualquer linguagem, com qualquer tempo e em qualquer hora. Nos conhecemos há alguns anos em uma Latinoware. Durante uma noitada em que fechamos vários bares da cidade de Foz do Iguaçu, enquanto ele tentava me convencer das vantagens do mono e eu tentava tirá-lo dessa vida de perdição. Ambos com opiniões fortes mais francas, um contra e outro a favor. Com o tempo fomos aprendendo a nos respeitar e esse respeito virou amizade.
Everaldo Canuto na Latinoware
Foto de:  gpoo
Há coisa de oito meses, ele participou de um processo seletivo da Novell e foi contratado para trabalhar no time de desenvolvedores remunerados do Mono. Hoje a equipe conta com dois desenvolvedores brasileiros o Everaldo e o Rodrigo Kumpera.

Com o lançamento do Moonlight resolvi começar a série de entrevistas com ele. Mandei um e-mail com algumas perguntas e, mesmo estando atolado de trabalho e com os prazos mais curtos do mundo ele teve a gentileza de me responder. Entrevista essa que publico a seguir na íntegra e sem edições.

> Antes de qualquer coisa como anda o desenvolvimento Mono?

Eu resumiria em “muito bem”. Hoje com o Mono é possível executar a maioria das aplicações ASP.NET e WinForms 1.1, muitas das aplicações 2.0 também vão bem mas é importante lembrar sempre uma coisa, não é tudo que você faz em .NET que roda em Mono mas também não é tudo que você faz em Mono que vai rodar em .NET. Basicamente temos aí as pequenas peculiaridades entre dois distintos sistemas operacionais.

> O que é o Moonlight?

O Moonlight é uma implementação livre e de código aberto do Silverlight, em geral essa pergunta precede uma outra sobre o que é o Silverlight. Eu já vi várias descrições longas em vários lugares mas para mim a resposta mais simples é “Applets Java + Flash + algumas outras coisas bem legais”, mas isso é só a minha forma de ver.

> Qual foi sua participação no Projeto?

Eu desenvolvi o que chamamos de “plugin”, é o componente que faz a conexão entre a biblioteca do Moonlight e o navegador (no caso o FireFox), também fiz a integração com o Java Script o que possibilitou executar algumas aplicações do Silverlight 1.0.

> Como foi trabalhar nesse desenvolvimento em tempo recorde?

Uma palavra apenas, “divertido!”. Trabalhamos muitos nesses vinte e um dias, até o último momento, mas de forma geral foi bem divertido, o Miguel escreveu em seu blog um “longo resumo” de como foram esses vinte e um dias mas para mim a síntese do que foram esses dias foi quando o Lluis entrou no canal uma manhã e disse: “Ei caras, vocês estão realmente se divertindo!”. Nós estávamos. Acho que o entusiasmo de um acabava impulsionando o entusiasmo do outro.

Desktop

> Como foi a divisão dos trabalhos? Digo quantas equipes para fazer o quê?
Não houve bem uma divisão, cada um tinha uma coisa para fazer e basicamente não sabíamos até onde chegaríamos, tínhamos a parte do “Xaml parser”, o “Plugin” a Biblioteca, a parte de vídeo, mas estava tudo junto e todos as vezes mexiam no mesmo lugar, parando para pensar é incrível como tudo deu certo.

> Qual foi o total de desenvolvedores no projeto?

No blog do Miguel é possível ter mais detalhes mas basicamente foram o Atsushi Enomoto, o Chris Toshok, Jackson Harper, Jeff Stedfast, Miguel, Rolf Bjarne, Sebastien Pouliot e eu, mas os outros da equipe também ajudaram de alguma forma por diversas vezes.

> Como é trabalhar diretamente com o Miguel de Icaza?

Bem, não posso falar mal do meu chefe “né”? (Risos) Mas bem, eu não conheço o Miguel pessoalmente, sempre ouvi pessoas que o conheceram dizer que ele é uma figura fantástica e essa é também a minha opinião, eu tive problemas com meu “hard-disk” e ele é o cara que se preocupa de te ligar e ver o que precisa, é um cara que se preocupa com o bem estar da equipe, ele também é um cara que sabe motivar e ouvir a todos.

Uma coisa que acho legal é que a maioria dos gerentes que já tive não entendem de informática, não sei se é uma coisa do Brasil mas aqui colocam gente de RH, de contabilidade e de administração para gerenciar a informática e acham que está certo, ou colocam um cara que até entende de informática mas não sabe escrever uma linha de código. Já ouvi coisas como “escrever código não é mais para mim”. No caso do Miguel, ele é talvez o melhor programador que temos na equipe, ele programa e muitas vezes nos ajuda em coisas que não sabemos como resolver.

> Como foi fazer a integração com o Firefox?

Divertido mas algumas vezes cansativo, a documentação nas páginas da Mozilla não é muito completa, não tem muitos exemplos e os exemplos que estão nos fontes ou eram simples demais ou usavam a forma antiga de interagir com o navegador. Algumas vezes apanhei até porque não sou um especialista em C++ e os problemas com gerenciamento de memória iam pela noite. Felizmente existem o GDB e o Valgrind.

A integração com o Java Script foi um pouco mais tranqüila porque foi possível ficar testando pequenas aplicações que eram bem legais, fiz um relógio analógico com algumas linhas de código, bem divertido mesmo.

> O que vocês estão planejando para o futuro do Moonlight?

Bem, eu realmente não sei qual o posicionamento da Novell a respeito do Moonlight, então não sei ao certo, pessoalmente eu gostaria de ver o Moonlight mais integrado ao Desktop e não só � Web, assim teríamos aplicações mais atrativas, temos um exemplo que pode ser visto em alguns “screenshots” que mostram o que poderia ser feito por exemplo com o F-Spot (http://www.mono-project.com/Image:Surfacemodified.png). Outra coisa que gostaria que tivéssemos no futuro é uma integração com alguns recursos do XGL, mas uma vez mais, isso é só a minha opinião pessoal.

Como deu para ver, a coisa não foi simples mas, foi divertida e talvez esteja ai o sucesso do trabalho que eles estão realizando. Encontrar prazer naquilo que se faz.

Ontem fiquei o dia inteiro sem conseguir usar o google reader direito. A lista de artigos recentes simplesmente não mostrava nada. Nas pastas dos artigos existia o número de artigos recentes, mas simplesmente eles não apareciam na lista principal.

A princípio achei que era algum plugin do Firefox, testei no Ie e nada. Testei no Opera e nada. Testei no Safari e nada. Peguei um bug do Google Reader! Ou eles estão com problemas por lá! Vai confessa você também ia pensar isso.

Dei uma olhada no lifereae ninguém, em nenhuma das minhas feeds tinha publicado nada sobre isso e acredite eu leio muitos feeds. Caramba! Um problema inédito! Vou postar!

Confesse você iria pensar isso também, ou não?

Tive uma série de problemas ontem, alguns de saúde, outros de trabalho que não me deixaram postar nada e nem trabalhar direito. Durante a noite, usei a máquina da esposa e na máquina dela o google reader estava funcionando novamente. Ah, há! Consertaram! Não tem problema, vai dar de novo aí e eu posto!

Hoje, na minha máquina não estava funcionando novamente. Aí, entrou em cena minha veia desenvolvedora, liguei a máquina da esposa e … na dela funcionava perfeitamente. Opa! Tem algo errado ai! É só na minha máquina! Beleza tem que ser algo comum a todos os browsers! Agora ficou fácil.

Uma hora de pesquisas e nada, apaguei cookies, histórico, removi um monte de programas que estava testando, verifiquei o firewall, o roteador, pesquisei vários sites na internet e nada… Caramba! que diabos é isso? Já estava me desesperando quando fui enviar um e-mail e notei um pequeno detalhe. A Data do meu computador estava errada! Algum dia de novembro/2007. Caiu uma ducha de água fria na minha cabeça. Testei o google reader e… funcionava.

Moral da história: O google reader requer pelo menos um melhoramento. Listar os artigos recentes com base na data do computador do cliente é uma furada! A furada é tão grande que eles só usam a data do cliente na lista principal.

Então se o seu google reader simplesmente parar de listar arquivos recentes na lista principal você já sabe o que é: Provavelmente foi seu filho de 5 anos que saiu clicando no calendário e alterou a data do seu sistema.