IBM, SUN e o novo mercado

Standard

Recentemente centenas de sites de tecnologia ao redor do globo noticiaram que a IBM está em franco processo de aquisição e pretende comprar a SUN. As notícias falam de valores  ao redor de 7 bilhões de dólares. Uma pechincha, principamente depois que a SUN começou a enxugar seus custos demitindo milhares de pessoas.

A SUN detém um dos mais abrangentes e valorizados portfólios em termos de plataforma de desenvolvimento (JAVA), a única suíte de escritório com chances de fazer frente ao Microsoft Office (o OpenOffice) e o banco de dados mais utilizado da Internet (o MySql).  Além, do Solaris e de toda tecnologia por trás dele que não é pouca coisa. O Solaris não é o servidor mais usado no planeta simplesmente por que a SUN perdeu feio o bonde do software livre e de código aberto, ainda não conseguir reverter o estrago que o Linux fez no mercado de servidores UNIX e péssima em marketing. Aliás essa parece ser uma característica das empresas de Software Livre.

Por outro lado a IBM se move como um paquiderme. Gigantesca, essencialmente eficiente, direcionada e competente. A gigante azul tem condições de manter e ampliar a base de usuários dos sistemas da SUN e, com um pouco de sorte, adicionar mais valor de mercado aos produtos de software livre e código aberto. O que a IBM não tem é agilidade e agressividade. Coisas da idade ficamos velhos, sábios, eficiêntes e lentos.

Também recentemente a administração Obama colocou o Google na berlinda dizendo, para quem quisesse ouvir que a empresa monopolista que precisa de atenção especial do estado não é a Microsoft é o Google.  Se considerarmos que todos os nossos dados, todas as nossas informações está migrando para um mesmo ponto na rede e que esse ponto é uma empresa privada acabamos por concordar com ele. Concordando ou não, uma declaração destas afeta o mercado. O que esses gigantes do mercado temem não é a concorrência são as leis anti-trust dos EUA e Europa.

No Microsoft, Please
Creative Commons License photo credit: Steve Keys

Lendo essas notícias percebo como a crise econômica mudou o mercado e a forma de pensar dos executivos agora eles demitem os empregados, enxugam as empresas e vendem os ativos para empresas maiores. Não lembre em nada os anos noventa, oitenta, setenta, sessenta… do século passado. Como é bom viver nesse mundo novo!

Lista de observações do Sr. Ballmer: O Google é o monopólio que preocupa o governo. A IBM vai comprar a SUN.  Hummm…, acho que vou comprar a Novell.

4 thoughts on “IBM, SUN e o novo mercado

  1. Frank,
    Não entendo quase nada de tecnologia e apenas leio a respeito do Linux (nunca experimentei), do banco de dados SQL etc. Sou um usuário fraquinho, engatinhando na informática.
    Mesmo não entendendo achei o seu post interessante porque fala de uma empresa que pode fazer frente à Microsoft, o que representa concorrência à altura e pode ser bom para nós. O que nos entristece nesta história é o modo como pessoas são descartadas. É bíblico, sabemos que estas coisas aconteceriam e continuarão a acontecer; caminhamos para a implantação de uma nova ordem mundial, preparando o mundo para o governo do Anticristo. Mas, ainda assim, é lamentável.
    Receba os parabéns pelo post, de alguém que mesmo não sendo conhecedor do assunto, gostou da matéria.
    Um forte abraço,
    Regly

  2. Norris de Alencar

    Software livre é bom sim, mais até a pagina 20 ….ainda existe muito lixo na internet feita por software livre, muito projetos parados na pela metade uma interface chata e horrivel de se trabalhar, isso para um usuario final é muito complicado…..acredito no software livre mais com incentivo que se dá pra tecnologia isso vai demoraaaaaaaaaaar…….

  3. Ainda temos muitas pessoas que pensam desta forma É claro que eu tenho lá minhas dúvidas sobre o software livre mas também tenho dúvidas muito maiores sobre o software proprietário. Depois de muita analise percebi que a internet está cheia de lixo sim mas não necessariamente lixo livre e resolvi ficar com a opinião de gente mais gabaritada que eu como por exemplo: Os governos do Brasil, França. Alemanha, EUA, China, Inglaterra, Bolívia, Venezuela e Paraguai (para citar alguns) e empresas como Apple, IBM, Oracle, Carrefour, Lojas Marisa e Microsoft que estão todos migrando, apoiando, desenvolvendo e ou simplesmente usando software livre.

Comments are closed.