Governança em TI, tomando a sopa de letrinhas dos processos modernos

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O mais recente termo adquirido pela mídia tecnológica é governança. A palavra está tão popularizada que já temos centenas de blogs, artigos e sites sobre governança de TI. Muitos deles sem uma definição clara de governança ou do objetivo do site. Esse termo foi importando e tropicalizado (outro neologismo!!!) das escolas de administração Americanas e Européias. Em verdade, é mais uma daquelas palavras traduzidas ao pé da letra, por alguém que certamente não conhece bem sua própria língua pátria e que não fazem muito sentido se analisadas � vista nua e crua da língua portuguesa como é falada no Brasil, mas que acaba ganhando espaço no vernáculo popular e na mídia em geral.

Antes de qualquer coisa é bom entendermos o que esse blog entende por governança. Em verdade essa palavra não existe no Aurélio, ao menos não existe na versão que possuo. Nesse blog: governança será o conjunto de procedimento, metodologias, técnicas e tecnologias que podem ser utilizadas para garantir o controle das atividades relacionadas a tecnologia da informação. A melhor palavra que pude encontrar no bom português para isso é governo contudo, essa palavra remete a sujeira, corrupção e perda de dinheiro, práticas nada defensáveis em ambientes empresariais então, por falta de coisa melhor, ficaremos com governança mesmo.

Se você é gestor de um departamento de TI; ou você esteve em coma nos últimos 5 anos, ou já ouviu falar de COBIT, ITIL, Six Sigma, BSC e de uma dúzia ou mais de novas siglas para métodos de controle e/ou avaliação de processos desenvolvidos por institutos mundiais com o objetivo de melhorar a “governança” dos ambientes empresarias. Muitos destes especificamente para as áreas de TI.

Aos olhos desatentos, tudo isso parece uma sopa de letras com objetivo de vender novas consultorias para as empresas incautas, também conhecido com estratégias de marketing. Olhos mais treinados perceberão que as empresas incautas faliram recentemente e as empresas que sobreviveram, só o fizeram por que detém um alto nível de competência e competitividade. Causa e efeitos diretos da sobrevivência da empresa e catalisadores de uma busca incessante por novas técnicas que possam aperfeiçoar processos diminuindo o custo e aumentando a produtividade. Novamente. Se não esteve em coma, já percebeu que nesse mundo globalizado em que vivemos concorrência é coisa séria e qualquer pequena vantagem pode representar a vida ou morte da empresa. Com isso em mente fica clara a necessidade do estudo desses novos métodos de “governança”. Notadamente em um ambiente como o da Tecnologia da Informação onde até recentemente, o auge da administração era uma ficha de controle de atendimento ao usuário e cuja função dentro da empresa saltou de mero controlador de dados e informações para sistema nervoso central do negócio.

Começando por esse artigo que você acabou de ler, iremos discutir cada um dos métodos com maior aceitação nos mercados nacionais e mundiais com o objetivo de permitir a avaliação e integração desses métodos em um ambiente de gestão de TI produtivo e efetivo.

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