Esta Semana na Ciência: Depressão, neutrinos, planetas velhos, radiação e código genético

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Apinéia e comida ruím ligadas a depressão

Estudos indicam relação entre consumo de Fast-Food e apinéia a depressão

Segundo um estudo recente, publicado no Public Health Nutrition jornal e assinado por Almudena Sánchez-Villegas, Estefania Toledo, Jokin de Irala, Miguel Ruiz-Canela, Jorge Pla-Vidal, Miguel A Martínez-González e realizado pela Universidad de Las Palmas de Gran Canária. Pessoas que consomem fast-food (ou junk-food) têm 51% mais chances de desenvolver um quadro de depressão clínica. O estudo mostra que os consumidores deste tipo de alimentação apresentam uma probabilidade maior de serem solteiros (ou solitários), sedentários e possuírem uma dieta mais pobre em castanhas, frutas e vegetais. Este estudo confirma um estudo anterior realizado pela Universidade de Navarra em 2011.

Em outro estudo, a ser publicado no periódico Sleep neste mês de abril de 2012, desenvolvido pelo centro de doenças contagiosas dos EUA e liderado pela pesquisadora Anne Wheaton, indica que outro fator determinante para o surgimento de quadros de depressão clínica pode ser a existência de distúrbios durante o sono. Os pesquisadores destacam que o estudo mostra uma associação entre as duas doenças e não uma relação de causalidade. Para esta pesquisa foram utilizados os dados de 9714 pessoas que participaram de uma pesquisa nacional de saúde realizada nos EUA.

Nova camada de informação e complexidade descoberta no código genético

Pesquisadores da  University of California em San Francisco (UCSF), Gene-Wei Li, Eugene Oh & Jonathan S., Observando esta velocidade os pesquisadores descobriram que pequenas variações genéticas podem causar impactos enormes. A principal indicação origina-se na observação prática de um efeito causado por informação redundante no DNA que, anteriormente, considerava-se sem valor. Esta nova informação, passada pelo DNA, para a produção de proteínas pode ter utilidade em um futuro próximo permitindo o controle da velocidade de produção destas proteínas com aplicações óbvias em um range que vai do combate ao câncer até a produção de biocombustíveis.

Cientistas encontram planetas tão antigos que não deveriam existir

Um grupo de astrônomos reportou a existência de dois planetas orbitando uma estrela a 376 anos luz da Terra. Esta estrela está documentada como tendo 12,8 Bilhões de anos. Indicando que a estrela e seus planetas devem ter sido formados quando nosso querido universo tinha pouco mais de 1 Bilhão de anos de existência. Esta descoberta seria apenas mais um artigo, não fosse o fato que: Quando nosso universo tinha esta idade, segundo as teorias mais recentes, ainda não existia material suficiente para formar planetas. A estrela, HIP 11952, têm aproximadamente 83% da massa do Sol e 1,6 vezes o seu diâmetro. Dr. Johny Setiawan do Max Planck Institute, liderou a pesquisa, publicada na Revista Science. A descoberta pode levara revisão do que sabemos sobre a origem dos planetas e as forças capazes de cria-los.

Radiação de Fukushima detectada na Califórnia

Radiação de Fukushima encontrada na califórnia

Cientistas da Universidade da Califórnia em Long Beach testaram amostras de algas gigantes da costa da Califórnia e encontraram traços do iodo radiativo liberado pelas usinas de Fukushima. A maior dose encontrada é aproximadamente 250 vezes maior que a dosagem anteriormente encontrada nestas mesmas algas.

O Prof. Steven L. Manley declarou a Scientific American que tudo indica que os peixes que se alimentaram destas algas também estejam contaminados. O estudo foi realizado em uma longa área da costa oeste dos EUA.

Fica no ar uma pergunta irresistível. Como assim índices normais de contaminação por iodo radiativo?

Neutrinos mais rápidos que a luz. A polêmica ainda não acabou

Depois de reportar, cuidadosamente, em um artigo, a existência de neutrinos capazes de viajar mais rápido que a luz. O que contradiz boa parte do que sabemos sobre o funcionamento do Universo e indicar que a Teoria Geral da Relatividade pode ser apenas um subconjunto de uma teoria ainda por ser descoberta. A comunidade científica está em polvorosa.

Há algumas semanas um estudo mostrou que o erro de 60ns mostrado nos experimentos do OPERA no CERN, uma possibilidade de explicação foi amplamente divulgada na imprensa. A existência de um cabo de fibra ótica mal conectado que poderia causar este erro. Como os dados obtidos não foram confirmados no dia 30 de março de 2012, os lideres do projeto e responsáveis pela publicação do artigo (Antonio Ereditato e Dario Autiero) pediram demissão. Veja bem, não acharam nenhum bicheiro, só um cabo solto e, ainda assim, eles pediram demissão.

Tudo estaria bem, Einstein certo, o universo seguro e os culpados punidos.  Pode ser que este novelo só se desenrole na semana que vem depois que passar o dia primeiro de Abril. Eu, por enquanto, ainda coloco minhas fichas no velho descabelado.