Criando Buracos negros de bolso.

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Cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley estão criando um novo material, em escala nanométrica que a para todos os efeitos, funciona como um buraco negro.

Criar buracos negros, em escala nanométrica ou não, pode ser o maior passo dado pela tecnologia humana nos últimos 10.000 anos. E pode  também, ser o último.

An experiment in visual kinetics
Creative Commons License photo credit: Torley

As características físicas e químicas de toda matéria conhecida é devida aos seus componentes mais ínfimos. Em linhas gerais e a grosso modo, tudo é feito de prótons, elétrons e neutros. A quantidade e distribuição destes elementos difere o chumbo do hidrogênio.  Há alguns anos que a ciência está brincando com estes componentes básicos criando os metamateriais. Materiais criados pelo homem para obter características especiais que não são encontradas na natureza. Tais como: supercondutividade ou supertransparencia ou ainda opacidade completa e absoluta.

O time da Universidade de Berkeley, liderado pelo Dr. Xiang Zhang criou um novo material ótico que permite que a luz interaja com o espaço e com o tempo seguingo exatamente as mesmas equações e comportamento previstos na teoria geral da relatividade capazes de capturar fotons com comportamento análogo ao previsto para os buracos negros.

Diferente do buraco negro original, não existem forças gravitacionais incomensuráveis envolvidas no processo. Apenas um efeito de refração tão acentuado que provoca efeito semelhante. Pelo menos, o cara depijama quer muito acreditar nisso. 🙂

Estes mesmos materiais podem ser utilizados para simular outros fenômenos cósmicos como o problema dos três corpos. Neste problema temos três objetos orbitando em um sistema onde a gravidade de um altera a órbita dos outros em uma forma caótica. Estes novos materiais permitem a reprodução deste sistema, em escala nanométrica, com o uso de campos elétricos substituído a gravidade mas ainda obedecendo as mesmas equações básicas.

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