Cookies Tecnológicos

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Há muito tempo, quando a turma da internet se reunia ou nos pilotis da puc-rj ou na livraria ciência moderna no edifício avenida central e a melhor forma de se manter atualizado era ler as colunas da Cora Ronai, B.Piropo e Cristina de Luca no Informática e etc do Globo. Lí uma coluna da Cora que mudou para melhor a vida da minha família.

Infelizmente, apesar de ter o artigo original em algum armário, não consegui achá-lo. E reproduzo aqui de cor.

Contava a Cora que havia visto em um BBS (algo parecido com os forum de hoje mas só em modo texto e acessados a 2400bps). Uma mensagem interessante: Um usuário do BBS fora em um famoso restaurante americano e depois do lauto jantar degustara como sobremesa um maravilhoso cookie de chocolate. Como tanto ele quanto sua esposa ficaram maravilhados com o gosto da iguaria chamaram o garçon e perguntou-lhe se seria possível obter a receita.

Mais que rápido o nobre atendente informou que não haveria nenhum problema. O restaurante tinha a política de vender suas receitas. Indagado sobre o preço o garçon respondeu dois e cinquenta. Sem titubear um só segundo nosso protagonista autorizou a compra. Assinou a nota do cartão e retirou-se feliz em direção ao seu lar-doce-lar.

Passaram-se os dias na mesmice de sempre até que a nota do cartão chegou com uma surpresa. Eis que nosso heroi havia excedido o seu limite de compras e estava além de suas posses.

Receita de Cookie

Uma análise rápida da fatura mostrou um gasto de mais US$250,00 dólares na conta do tão agradável restaurante. Certo que se tratava de um erro grosseiro nosso heroi sacou do telefone (naquele tempo fixo) e ligou para o restaurante para falar com o gerênte e esclarecer o pequeno erro solicitando a correção junto a empresa de cartão de crédito.

Calmo, gracioso e educado o gerênte explicou que não havia erro nenhum, a receita custava 2.5 centenas de dólares.

Fora como uma facada no peito. Nosso heroi tentou argumentar. Que esse preço era um absurdo, que entendera errado, que o garçon não soubera se explicar. Em vão, tudo em vão. O amável gerente, irredutível informara que nada havia que pudesse ser feito.

Sem esperanças e vendo que sua conta bancária iria sofer esse duro golpe sem misericórdia ou apelação. Em um ato de fúria descontrolada nosso herói publicou a receita no BBS espalhando aos quatro cantos do globo a causa de sua dor.

Desde então (e bota então nisso) fazemos essa receita nos natais, festas e fins de semana monótonos. A família toda adora. A receita em questão acaba de ser publicada no blog da minha esposa. Espero que gostem.

Cara Cora, se algum dia ler isso, perdõe a audácia do blogueiro e tome esse texto como homenagem.