Aplicativos móveis com Ubuntu

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Por incrível que pareça, alguns dos meus alunos no curso de desenvolvimento móvel da Faculdade Spei, em Curitiba, usam linux. Especificamente Ubuntu. Ainda me lembro quando contávamos em uma mão as pessoas que usavam linux e sobrava dedo. Bons tempos…

Como nostalgia não instala software e alguns estão tendo algumas dificuldades, este artigo vai detalhar o processo de instalação das bibliotecas Sencha em uma máquina rodando Ubuntu.

Antes de começarmos, um pequeno esclarecimento: Não uso a interface Unity do Ubuntu. Nem sob tortura. Dito isto, se você ver alguma coisa diferente nas capturas de tela, sinto muito, estou no meio da personalização do meu Ubuntu.

Instalando o Apache

Se você está acompanhando esta série de artigos já sabe que vamos precisar de um servidor web. Usamos o Apache 2.0 no Windows 7 e usaremos este mesmo servidor no Ubuntu. Você não precisa mas, como é fácil e eu tenho sinceras esperanças que você se torne um desenvolvedor web, além de desenvolvedor móvel, vamos instalar também o PHP e o MySql, deixando sua máquina pronta tanto para mobile quanto para web usando o PHP.

Abra uma janela de terminal. Eu uso o Gnome Terminal mas você pode usar qualquer um que deseje ou esteja instalado. E vá ao seu diretório Home. Vamos instalar os aplicativos usando a linha de comando, não que eu goste disso, mas é mais rápido, simples e limpo. Uma vez que o terminal esteja aberto digite:

[bash]
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
[/bash]

Depois do primeiro vocẽ precisará digitar sua senha. Estes comandos vão atualizar sua máquina. Depois que a atualização terminar digite :

[bash]
sudo apt-get install mysql-server mysql-client apache2 php5 libapache2-mod-php5
[/bash]

Responda s a pergunta que aparecerá no terminal e esta linhazinha discreta e tão simpática vai instalar uns 30 e tantos megabytes de arquivos e quando terminar você terá o Apache, php e mysql rodando na sua máquina. Algumas interações serão necessárias, como mostrado a seguir, você precisará digitar uma senha para administrar o MySql, duas vezes. Algumas coisas, ainda que estúpidas, nunca mudam.

instalação do mysql no ubuntu 12.04

Quando terminar digite:

[bash]
sudo /etc/init.d/apache2 restart
[/bash]

O Apache será reiniciado e emitirá uma mensagem de erro:

[bash]
Could not reliably determine the server’s fully qualified domain name, using 127.0.1.1 for ServerName
[/bash]

Não se preocupe com isso, simplesmente indica que você não configurou um nome para seu servidor. Abra seu navegador (chrome ou firefox) e digite: http://localhost você deverá ver uma página, como mostrado abaixo, indicando que o apache funcionou.
Fim da instalação do Apache 2.0 no Ubuntu 12.04
Se não ver esta página nem a mensagem It Works! talvez seja uma boa hora para fazer uma avaliação sobre as implicações filosóficas do suicídio.

Instalando as bibliotecas Sencha Touch

Para baixar as bibliotecas da Sencha, clique neste link e faça o download da versão GPL no seu diretório Home. São 52 megabytes, demora um tantinho. Vamos dar uma chance para o ambiente gráfico. Quando acabar, abra o Nautilus, navegue até o seu diretório Home, clique com o botão direito e clique em Extrair Aqui. Quando a extração terminar renomeie a pasta criada para sencha. Ninguém merece o nome que os desenvolvedores deram.

Agora você precisa mover esta pasta para o diretório de documentos do Apache. Para tal, vamos voltar ao terminal, no diretório onde você criou a pasta sencha  e digitar:

[bash]
sudo mv sencha /var/www/sencha
[/bash]

Volte ao seu navegador (Chrome?, Firefox?) e digite: http://localhost/sencha . Se você fez tudo certo verá a página de documentação da biblioteca sencha, como pode ser visto na figura a seguir. Se não deu certo? Você pode começar a ler novamente desde “Parece incrível…” Mantenha-se calmo e lembre-se estudar direito, ou medicina, pode ser uma boa opção.

Página de documentação do Sencha Touch no Ubuntu

Instalando o Java

Não é confuso? Ainda precisamos do java mesmo para um ambiente de desenvolvimento em Javascript para HTML e CSS. Deve ser uma forma da natureza fazer a humanidade pagar pelos seus pecados. Em fim, vamos ter que instalar o java para pode usar uma o kit de desenvolvimento da Sencha. Desde de que a Oracle assumiu o controle acionário da Sun a coisa não está tão simples mas, sempre tem um jeito. Digite:

[bash]
sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/java
sudo apt-get update
sudo apt-get install oracle-java7-installer
[/bash]

Instalando o Kit de desenvolvimento Sencha

Ainda falta uma coisa. A Sencha fornece um kit de desenvolvimento com ferramentas para facilitar sua vida. Entre outras coisas, com ferramentas para criar a estrutura de um aplicativo e para empacotar seu aplicativo para o dispositivo móvel escolhido. Estas ferramentas estão disponíveis em Download Sencha SDK Tools. clique no link, escolha a versão compatível com o seu sistema operacional e baixe.

Não existe uma rotina de instalação padrão linux para este aplicativo. A Sencha fornece um aplicativo em formato de executável. Eu prefiro rodar este aplicativo a partir da linha de comando. Então, estando no diretório onde fez o download digite:

[bash]
chmod +x SenchaSDKTools-2.0.0-beta3-linux.run
su
./SenchaSDKTools-2.0.0-beta3-linux.run
[/bash]

Agora você está no modo de instalação gráfica deste aplicativo, em linhas gerais, tudo o que precisará fazer é seguir as instruções das janelas de instalação e clicar Next. Ok, você terá que aceitar a licença também. Por fim, seu navegador padrão irá abrir a página contendo o manual destes aplicativos.

Sencha Tools SDK instalado no Ubuntu

Achou que tinha acabado? Ainda não, temos que corrigir o path do Ubuntu, o instalador alterou o bashrc por conta própria, agora você precisa “rodar” este arquivo. Existem várias formas de fazer isso. Você poder fazer um  Logout/login ou fechar/reabrir a janela do terminal.

Uma das duas deve dar certo. Feito isso vá ao diretório /var/www/sencha e digite sencha. Você verá as opções disponíveis para este aplicativo e, agora está acabado.

Para gerar seu primeiro aplicativo, ainda no diretório /var/www/sencha digite:

[bash]

sencha generate app -p ../gs -n ‘start’

[/bash]

E visite http://localhost/gs você deverá ver a tela do aplicativo padrão.

E o seu funcionou? Precisa de ajuda? Grite!!!

Seu primeiro aplicativo móvel usando HTML5, CSS3 e Javascript

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Desenvolver aplicativos móveis está cada vez mais parecido com desenvolver aplicativos para web. As capacidades estendidas do Html5 e do css 3 acrescidas das funcionalidades do javascript e da criatividade dos desenvolvedores tornam esta uma das melhores, senão a melhor, opção para o desenvolvimento.

Neste tutorial vamos ver o passo a passo da instalação de uma grande biblioteca para desenvolvimento móvel, multiplataforma, usando o html5, o css3 e o javascritp. Esta é a sua última chance. Este artigo fala de desenvolvimento móvel, no Android, usando o Sencha Tools, rodando o Apache no Windows 7. Se não é isso que está procurando. Boa viagem!

Antes de qualquer coisa, é bom ter um servidor web instalado. Eu gosto de utilizar o Apache, grátis, de código aberto, leve, estável e com muito suporte disponível na internet. Como minha máquina não é usada apenas para desenvolvimento web sempre instalo o Apache usando o Xampp. Se precisa de um tutorial para instalar o Xampp pode encontrar um neste link.

Vá lá, não tenha pressa. Eu espero!

Instalando as bibliotecas Sencha

Uma vez que seu Apache esteja instalado, podemos começar a festa. Ops! Quase esqueci. Você vai precisar também de um navegador web capaz de rodar Html5 e Css3 use o Chrome ou o Firefox. Existem outros mas, eu só vou poder ajudá-lo com um destes dois. Os outros são excelentes mas eu não os uso com frequência.

Usaremos as bibliotecas da Sencha. Andei pesquisando esta coisa e resolvi adotar este conjunto de bibliotecas por sua simplicidade, facilidade de uso e versatilidade. Vamos adotar esta biblioteca no curso de desenvolvimento móvel que estou lecionando na Faculdade Spei. Então, ao longo deste semestre, vou escrever muito sobre desenvolvimento móvel por aqui. Ossos do ofício.

Primeiro você deve baixar dois arquivos que são indispensáveis. São eles:

Sencha Tools 2.0 SDK

Sencha SDK Tools

O primeiro é o SDK, kit de desenvolvimento contendo as bibliotecas necessárias para o desenvolvimento. Baixe a versão GPL para poder distribuir seu código sob a mesma licença e não ter problemas de licenciamento. Se pretende vender, ou distribuir seu aplicativo sem distribuir o código, terá que baixar a licença comercial. Você pode usar a versão comercial gratuitamente mas, não pode, em hipótese alguma distribuir seu aplicativo ou o código que produzir utilizado a licença comercial gratuita.

O segundo é um instalador do Windows em formato .exe que instalará uma série de aplicativos úteis para a produção na sua máquina.

Vamos começar instalando o Sencha Tools 2.0 SDk. Este é um arquivo Zip. Simplesmente dê um clique duplo sobre o arquivo, abra-o e copie a pasta que ele contém, sencha-touch-2.0.1.1, para o diretório htdocs do seu Apache. Se você seguiu as instruções de instalação ao pé da letra esta diretório deve estar em C:/xampp/htdocs. Uma vez que a pasta tenha sido copiada renomeie esta pasta para algo mais agradável como sencha, por exemplo. sencha-touch-2.0.1.1 ninguém merece. Nem aluno.

Abra o Xampp Control Panel, mostrado a seguir, clique no botão Start ao lado do Apache para iniciar o servidor e digite http://localhost/sencha na barra de endereços do seu navegador.

Se tudo deu certo, o seu navegador abrirá a página de documentação da biblioteca Sencha, como mostrado a seguir:

Preparando seu primeiro aplicativo sencha

Agora dê um clique duplo sobre o arquivo SenchaSDKTools-2.0.0-beta3-windows.exe para instalar as ferramentas de desenvolvimento, empacotamento e distribuição que acompanham a bibilioteca de desenvolvimento.

A primeira coisa que você verá é a janela de segurança do Windows 7. Este aplicativo da Sencha não está registrado na Microsoft. Esta janela, mostrada a seguir é para garantir que você sabe o que está fazendo. Clique em Sim.

A primeira tela é a tela de apresentação da instalação. Clique em Next.

A segunda tela é a tela da licença. Selecione a opção I accept the agreement e depois em Next.

A terceira tela, mostrada a seguir, permite que você escolha onde instalar as ferramentas de desenvolvimento. Se quiser selecione um lugar. Se não precisar fazer isso então clique em Next.

Selecionando onde instalar as ferramentas Sencha

A seguir, clique em Next nas duas janelas que virão para iniciar a instalação. E aguarde alguns segundos.

Quando clicar em Finish, na última tela, você terá a opção de ver a documentação dos programas instalados para suporte ao desenvolvimento e seus comandos. Se entender inglês perca alguns minutos para ler esta página. Este conhecimento fará diferença no futuro.

Seu primeiro aplicativo

Agora vamos criar seu primeiro aplicativo. Observe que os aplicativos baseados na biblioteca Sencha rodam sobre um estilo arquitetônico específico, sobre uma estrutura especial de diretórios. Sabendo disso os desenvolvedores se deram ao trabalho de criar um aplicativo específico para criar esta estrutura.

A primeira coisa que você precisa fazer é testar sua instalação. Faça o seguinte. Sabe a tecla Window, aquela tecla horrível com o logo do Windows? Pressione a dita cuja junto com a tecla R. As duas ao mesmo tempo.  Você verá a janela especial para rodar programas mostrada a seguir. Digite  CMD e tecle entrer.

Executando o CMD na janela do Windows

Nada c0mo voltar a linha de comando. Tela preta, letras brancas, comandos idiotas. Quanta saudade. Até parece o século XX. Em fim, estando aqui, navegue até a pasta onde estão as bibliotecas Sencha no diretório de documentos do Apache ou, se você seguiu minhas instruções, o diretório C:/xampp/htdocs/sencha. Está muito enferrujado? Tente:

cd c:/xampp/htdocs/sencha

e depois:

sencha

Se estiver tudo certo com a sua instalação verá alguma coisa parecida com]:

Rodando o Sencha tools no Windows 7

Se não foi isso que você viu, nem algo parecido com isso, esta é uma boa oportunidade para procurar uma religião. Ou, caso seja uma pessoa sem fé, apagar tudo e começar a ler novamente lá em “Desenvolver aplicativos móveis…” você esqueceu alguma coisa.

Considerando que está em dia com seus deuses e tudo correu bem. Precisamos agora criar a estrutura de um novo aplicativo, copiar todas as bibliotecas da Sencha para lá e criar o esqueleto de um aplicativo com as classes necessárias. O pessoal da Sencha percebeu que as bibliotecas deles são ótimas e que a estrutura dos aplicativos é um horror e resolveu criar um pequeno facilitador.  Um comando para o o aplicativo sencha que tira todo o trabalho das nossas, já tão suadas, costas. Ainda na linha de comando digite:

sencha generate app -p ../GS -n GetStarted 

Eu sei, você digitou o enter no final. Tudo bem.  Vamos só dar uma olhada nesta linha de comando. A palavra sencha é o aplicativo da Sencha (Santa criatividade!) a palavra generate significa gerar, a palavra app significa aplicativo. O -p seguido dos dois pontinhos .. dizem ao aplicativo para ir ao diretório superior, o GS é a abreviação de Get Started e o nome da pasta que você vai criar. O -n GetStarted determina o nome do seu aplicativo.

Para verificar digite http://localhost/GS na barra de endereços do seu navegador preferido. Qualquer um, desde que seja o Chrome ou o Firefox. Você deverá ver uma página web com a seguinte imagem:

Rodando o seu primeiro aplicativo móvel na sua máquina com Sencha

Uau! Você conseguiu rodar seu primeiro aplicativo móvel com uma das mais modernas tecnologias disponíveis, no seu desktop, em menos de duas horas.

Uau!. Gente educada não pergunta o que vai fazer com isso nem faz referência a lugares pouco iluminados do corpo humano. Gente educada espera o próximo artigo para aprender como a coisa funciona e começar a modificar este aplicativo, ou navega no seu próprio aplicativo e descobre onde está o vídeo, em inglês, com praticamente as mesmas instruções que seguiu até agora, no aplicativo que acabou de criar.

A sua instalação funcionou? Não? O que achou? Posso ajudar?

 

 

 

 

 

 

Como usar um Servidor Minecraft gratis por um ano

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A Amazon está com uma promoção interessante. Um ano da instância micro do seu serviço EC2 gratuita para novos clientes. Uma excelente oportunidade para criar um servidor minecraft para meu filho e seus amigos e para testar este serviço de hospedagem nas nuvens.

A instância micro parece ser suficiente para dois ou três usuários simultâneos no Minecraft. Neste tutorial vamos passar o passo a passo da configuração do serviço EC2 para aproveitar esta oportunidade. Algumas premissas importantes:

  • Este passo-a-passo assume que sua máquina está com o Windows 7 instalado;
  • Assume também que você vai instalar uma máquina Ubuntu 12 no EC2;
  • Assume também que você já tem a conta na Amazon.

Se qualquer uma destas premissas não for verdadeira, esta é uma boa hora para você procurar outra página.

Criando a instância EC2 na AWS

Acesse sua conta na Amazon Web Services (Aws). Se navegue até o EC2 Dashboard e clique no botão Launch Instance, como mostrado no fragmento de página a seguir:Começando a instalar um máquina na Amazon AWS

Na página seguinte você deverá escolher o processo de instalação. Assumindo que esta é a sua primeira vez, precisamos ser delicados então escolha Classic Wizard e clique em Continue.

Na página seguinte você precisará escolher a imagem que usará. As máquinas marcadas com uma estrela estão disponíveis para a Micro Instace, precisamos instalar uma máquina virtual que atenda esta condição para ter o serviço gratuito. Eu escolhi o Ubuntu Server 12.04 LTS 64 bits como você pode ver no fragmento a seguir:

Determinando a imagem que você usará como seu servidor minecraft

No próximo passo você deverá selecionar o tamanho do seu servidor. Certifique-se de escolher o tamanho do seu servidor. Não erre aqui. Ainda que a Amazon seja conhecida pela qualidade do seu atendimento ao cliente, a oferta de gratuidade por um ano só é válida para instâncias micro então certifique-se de escolher este tamanho, como mostrado no fragmento de página a seguir:

Selecionando o tamanho da máquina que vai rodar o Minecraft Server

Clique no botão Continue.

Na próxima página estão opções avançadas. Nenhuma delas fará diferença no seu servidor. Então simplesmente clique Continue.

O passo seguinte permite que você crie Tags para identificar sua máquina. Isto é interessante para quando você tiver centenas de máquinas rodando na Amazon. Não é o que você quer agora? Não se preocupe, treine, crie uma tag e atribua um valor, como pode ser visto no fragmento a seguir e clique em Continue.

Estas tags servem apenas para você identificar seu servidor

Neste passo você precisará prestar um pouco de atenção. Aqui você vai criar o par de chaves de segurança que serão utilizadas para administrar seu servidor. Observe o fragmento de página a seguir:

Criando as chaves de segurança para administrar seu servidor minecraft

No primeiro campo você deve digitar o nome que suas chaves terão. Este nome serve para identificar a sua chave no seu servidor. Lembre-se esta é uma chave de segurança. Clique no botão “Create & Download your key pair” e salve esta chave em algum lugar seguro da sua máquina. Mais tarde ela será importante. Sem ela será impossível administrar seu servidor. Uma vez que o download termine, clique em Continue.

Não ache que acabou. Agora teremos que lidar com o firewall da Amazon. As regras de acesso são regras dentro do que a Amazon chama de Security Group. Você precisará ter, no mínimo, duas regras. Uma para acesso SSH e outro para acessar o seu servidor Minecraft. Gente velha e paranoica tem o hábito de não usar a porta 22 para o SSH, se for paranoico, troque. O servidor Minecraft precisará da porta 25565 que também pode ser trocada. Neste caso, você terá que trocar esta porta nas configurações do servidor Minecraft também. Se não for paranoico, você pode repetir as configurações que estão no fragmento a seguir:

Criando as regras de acesso para sua máquina na Amazon

Digite um nome para seu grupo de segurança em Group Name e uma descrição em Group Description. Digite 25565 em Port Range e clique em Add Rule e  depois em Continue.

Na página seguinte você verá um resumo da sua máquina. Eu sei você não aguenta mais então clique em Launch.

O próximo passo é criar e aplicar um endereço ip para a sua máquina. Você usará este ip para acessar seu servidor e jogar Minecraft. Na tela de Dashboad do EC2, aquela primeira, procure a seguinte área:

Determinando o ip que será usado pelo servidor minecraft

Clique em Elastic IP, você está vendo 1 na minha figura mas, a sua deve estar com um 0. Você verá uma tela com um botão Allocate New Address. Clique neste botão para abrir a janela de alocação de ip como visto a seguir:

Alocando o IP do seu servidor Minecraft

Deixe eu dar uma dica: Clique no botão Yes, Allocate. Mas, não fique feliz, existe um passo a mais. Muito importante, você precisa associar o ip que alocou a sua máquina. Clique no ip para abrir a janela de alocação, como mostrado a seguir e clique em Yes, Associate. Viu só? É aqui que você vai errar. Eu esqueci de dizer para selecionar sua instância, na caixa de seleção instance.

Associando o IP ao seu servidor Minecraft

Criou o ip? Associou? Agora anote este número ele será necessário.

Acessando o Servidor

Esta foi a parte fácil. A parte difícil começa agora. Você deverá conectar no servidor Amazon, acessar a linha de comando do Ubuntu via SSH, instalar o Java e rodar o servidor. Acredite rodar o servidor será o mais fácil.

Baixe e instale o Putty. Trata-se de um cliente SSH que abre uma conexão segura com uma máquina. No caso a conexão segura será com a sua máquina Ubuntu EC2 no AWs. A instalação é simples, sem mistério ou segredos. Depois de instalado rode o programa puttygen. A tela a seguir abrirá:

Usando o puttygen para gerar uma chave ssh

Precisamos deste programa porque a chave usada pelo putty não está no mesmo formato que a chave de segurança gerada pela Amazon. Clique em Load. Navegue até o diretório onde salvou a sua chave, abra-a e, depois que o putty a converter salve em um lugar seguro, com um nome que seja simples de localizar. Para salvar clique em Save private key. É claro que você pode alterar os campo Key comment e Key passfrase, depende do seu grau de paranoia. O importante é que salve a chave em um lugar seguro e fácil de achar.

Salvou? Agora rode o Putty. A imagem a seguir mostra a janela do putty:

Congigurando o putty para acessar uma máquina ubuntu na Amazon

Observe que na minha tela já existe uma linha chamada minecraft_server, para criar a sua, digite o ip na caixa Host name (or IP address) o número da porta em port, se não mudou deve ser o 22, o nome da sua sessão em Saved Sessions e clique no botão Save. Espere, isto ainda não basta.

Clique em Data, no lado esquerdo você verá a janela a seguir:

Configurando o putty para acessar o EC2

No campo Auto-login digite a palavra Ubuntu depois clique em Session, no lado esquerdo para voltar a janela principal do Putty e clique no botão Save novamente.

Agora clique em SSH, no lado esquerdo e, logo em seguida em Auth para exibir a seguinte janela:

Configurando a chave ssh que dará acesso ao servidor minecraft

Clique no botão Browse e localize sua chave de segurança. Ainda lembra? Nós usamos o puttygen para converter a chava da Amazon em uma chave que o putty possa usar. Depois de carregar clique novamente em Sessions do lado esquerdo e novamente no botão Save.  Agora sim. Se você fez tudo certo, clique em Open. Uma janela preta, de linha de comando vai aparecer e o processo de login do Ubuntu via SSH será automaticamente executado. Quando ele terminar você terá acesso a linha de comando do Ubuntu, como visto a seguir:

Login Ubuntu do servidor minecraft, ou quase

Uau!!! Se chegou até aqui. Parabéns. Agora vamos a parte final.

Configurando o Ubuntu e instalando o servidor Minecraft

O servidor está configurado de forma que você tenha acesso aos comandos críticos através do comando sudo. Então, não altere esta configuração. Deixe de ser convencido e use o sudo. Como eu não sou convencido, pelo menos não em público, ou por escrito, todos os comandos neste tutorial terão o sudo na frente. Comece atualizando seu servidor. Para isso digite:

sudo apt-get update

Quando terminar teremos que instalar o Java, não é muito fácil, se não for usuário Ubuntu, preste atenção. Primeiro teremos que colocar o repositório WEBUPD8 para baixar os binários originais da Oracle. Digite os seguintes comandos, linha por linha, com um enter no final de cada linha.

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/java

sudo apt-get update

sudo apt-get install oracle-java7-installer

Não demora quase nada. Você verá uma monte de linhas estúpidas em um terminal mais estúpido ainda que, no final, terminará em um cursor piscando. Digite:

java -version

Para ver se o java está corretamente instalado. Se estiver você verá:

java version “1.7.0_06”

Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.7.0_06-b24)
Java HotSpot(TM) 64-Bit Server VM (build 23.2-b09, mixed mode)
ubuntu@ip-10-244-137-49:~$ java version “1.7.0_06”

Agora podemos instalar o Minecraft. Para isso digite os seguintes comandos, sempre seguidos de enter:

mkdir minecraft

cd minecraft

wget https://s3.amazonaws.com/MinecraftDownload/launcher/minecraft_server.jar

Agora, tudo o que precisa é rodar o servidor. Use o seguinte comando:

sudo java -Xmx512M -Xms512M -jar minecraft_server.jar nogui

Como será a primeira vez que o servidor irá rodar, ele vai gastar alguns minutos criado as diversas “spawn areas” dá tempo de ir tomar um café. Quando ele terminar. O servidor estará rodando. Use o ip para conectar e bom jogo. Se deixar rodando o servidor estará sempre disponível.

Dúvidas? Críticas? Problemas? Me avise se funcionar.

Microsoft, discretamente, lança uma nova rede social

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Estou muito impressionado com a nova rede social da Microsoft. A So.cl. Finalmente parece que a Microsoft deu um tiro no lugar certo.

Vamos e convenhamos, do ponto de vista da excitação das massas, a Microsoft parece muito com um aula de frações. Há anos que não surge nada, tirando aquela interface ridícula do Xbox, que chame a atenção das massas. Mesmo dos fanáticos. Não tenho dúvidas que a empresa está caminhando para a estabilidade, crescimento constante, grandes lucros e nenhuma graça. A exceção parece ser esta tal de So.CL

Microsoft lança rede social baseada em buscas

Esta nova rede social da Microsoft lançada sem nenhum alarde. Aliás, não fosse o logo no rodapé da página de settings, não acreditaria que era da Microsoft. Impressiona ao primeiro contato e me me impressionou como poucas. Detesto o Facebook, acho Google+ um saco e, entre Pinterest e Twitter fico com o último só por causa da facilidade de integração com meus aplicativos.

A primeira coisa que notei é uma ausência de gatos. Não vi nenhum. Também não vi nenhum infográfico. Parece um lugar tranquilo onde gente interessante posta coisas interessantes. Se ficar assim vai fechar, todo mundo sabe que o sucesso das redes sociais está justamente nas bobagens sem sentido que se postam todos os dias. Mas, por enquanto parece o paraíso. Você consegue achar artigos sobre … qualquer coisa… sem perder muito tempo e sem ter que ler alguma filosofia de para-choque de caminhão.

O search funciona! Inacreditavelmente melhor que o Bing. Uso uma dúzia de termos de busca tentando encontrar páginas específicas e, imagine o search da So.cl retornou a página certa, ou um artigo que citava a página certa em 10 dos 12 testes entre os para-choque primeiros itens. O Google devolve 11 em 12, o Duckduckgo 10 em 12 e o Bing 7 em 12. Visto daqui esse resultado, ainda que inicial, é impressionante.

O que eu gostei mais foi do sistema de edição de postagem. Funciona assim: Procure alguma coisa, qualquer coisa. Clique no link ofertado e, quando voltar para a página da So.cl lá estará um post prontinho para seus comentários. Clique em outro link e este será adicionado ao seu post. Além disso o sistema oferece automaticamente uma série de imagens para o seu post. Comente e pronto! Lá se vai um artigo bem formatado. Ao que parece, eles estão preocupados com a tal da curação.

Fiquei impressionado. Muito Impressionado. E olhe que, geralmente, acho as coisas que a Microsoft faz entediantes.

Spammers no Twitter, você pode acabar com isso

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O Twitter, uma das mais eficientes plataformas para construção de reputação online, autopromoção e marketing está sujeita a spammers. Imagine você?
O problema é grave, post um tweet com um tema popular como (#iphone, #luiza ou #dilma) e é certo que você receberá pelo menos uma mensagem de um sistema automático de spam. A boa notícia é que você pode se proteger e, ao mesmo tempo, ajudar a diminuir este problema.

Relatando um Spammer

A maior parte dos cliente de Twitter possuem uma função para indicar ao serviço que determinada conta pertence a um spammer. Não tenha dó nem piedade mas, seja justo e honesto. Não reporte indiscriminadamente, você pode prejudicar alguém honesto que só está tentando interagir com você. No próprio site do Twitter clique no avatar ou no handle da conta, depois clique no botão ao lado do botão seguir. Um menu vai aparecer. Neste menu clique em Denunciar @handle como spamm.
Como denunciar um spammer no twitter

Esta informação será enviada ao servidor. Este usuário não será capaz de segui-lo ou responder seus tweets. Além disso a conta será colocada em uma fila para avaliação posterior pelo pessoal do Twitter.

A função Bloquear é sua amiga

Neste mesmo menu existe a função Bloquear. Você deve usar esta função para impedir que sua conta seja seguida por usuários suspeitos, sejam spammers ou não. Seus seguidores são seu ativo mais importante e este ativo será avaliado pelas pessoas e empresas que avaliam você. Então se estiver em dúvida se determinada conta pertence a um spammer ou a um usuário bem intencionado, bloqueie. O bloqueio vai impedir que ele lhe siga mas não vai reportar nada aos servidores do Twitter.

Foi espionado na Web. Aborrecido apagou tudo!

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Como você já deve saber, o Google mudou sua política de privacidade. Aquela declaração que os sites, e empresas de tecnologia fazem sobre o que farão com os dados que, graciosamente, você fornece quando usa seus serviços.
Apagar seus dados no Google

Creative Commons License photo credit: _Max-B

Esta mudança está dando o que falar na Internet, por todos os lados, sem dó nem piedade. Aliás, como era de se esperar. Não perguntem minha opinião. Náo tenho uma. Praticamente não navego conectato e, na maior parte das vezes uso um proxy, modo stealth ou anônimo. Pouco tenho que me preocupar com isso e não dou lá muita atenção. Coisas de gente paranóica!

A nova política do Google entra em vigor dia primeiro de março do ano da graça de nosso senhor de 2012, ou seja, amanhã. Então você tem poucas horas para limpar os dados que o Google possui das suas pesquisas antigas.  Visite a página Google Web History e clique no botão Remover todo histórico da web e confirme. Você precisará logar na sua conta do Google primeiro e talvez tenha que confirmar a senha.

Você pode remover seu histórico na web

Feito isso, pode ficar tranquilo, eles sáo vão utilizar os seus dados daqui para a frente. Imagine!

Content Marketing! Isto vai mudar seu negócio para sempre

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Como quase tudo em marketing, não existe uma definição rigorosa do que é content marketing. A maior parte dos sites especializados definem content marketing como sendo um conjunto de práticas de marketing, online, que usa conteúdo de qualidade para alavancar vendas. A Wikipedia começa dizendo que o conceito é um guarda-chuva sob o qual….  e continua de forma um tanto indefinida. Para este artigo vamos ficar com a intenssão e não com a definição. Prática recente que usa a criação de conteúdo gratuito e facilmente compartilhado visando transformar usuários em clientes. O conceito parece novo mas, na verdade, sintetiza várias práticas consolidadas no mercado online e aponta um caminho mais eficiente para a obtenção de uma posição relevante nos sites de busca. Novo? Quão novo este conceito é?


photo credit: Eustaquio Santimano

O Google Trends é uma forma inteligente de entender o que está acontecendo na intent, o que as pessoas preferem, usam, praticam e comentam. Ferramenta gratuita, online e rápida que economiza centenas de horas de pesquisa e análise. Uso e abuso da ferramenta, nada mais natural que começar por lá:

Gráfico do Google Trends para Content Marketing

Digamos assim: Trata-se de um bebê! Ainda assim promissor.

Com as recentes mudanças no Google, até as pessoas comuns, que não se preocupam com as entranhas das ferramentas populares, foram expostas a uma dura realidade. O SEO é nocivo para o usuário comum e todos os sites de busca, O Google em particular, travam uma batalha feroz contra estas técnicas. Aaron Wall, colocou a boca no mundo. Se você assiste minhas aulas. já viu como é fácil colocar uma página entre as três primeiras do resultado de busca do Google. Se não, precisa acompanhar minhas aulas ou o @depijama. Não vamos discutir aqui as razões do Aaron, nem as entrelinhas. Vamos tentar entender o tal do content marketing e ver se a coisa faz sentido.

Para o que serve o conteúdo em um site de vendasNão é de hoje que hoje que os marketeiros apregoam que o conteúdo é uma excelente ferramenta para determinar sua posição nos sites de busca. Nada poderia ser mais óbvio. O objetivo de um site de busca é fornecer uma lista de sites com conteúdo relevante. Não deveria ser necessário um grande esforço mental para entender que, se o seu site tem conteúdo relevante, vai aparecer bem no resultado da busca. O problema é fazer o conteúdo relevante para um determinado conjunto de palavras que, por sua vez, ajudem a vender o seu produto.  O primeiro passo que devemos tomar é parar de pensar que podemos enganar, ou conduzir, os sistemas automáticos dos sites de busca.

Antes ainda é preciso tomar cuidado com outra técnica. Existe o Copywriting, não confundir com copyright. O primeiro é uma ferramenta de redação e publicidade, cujo objetivo é induzir o visitante, usuário, a permitir que o marketeiro lhe envie propaganda na forma de conteúdo. O segundo, copyright é o termo usado para direito de cópia.  Olhando assim, o copywriting e as técnicas de content marketing podem parecer similares. Ledo engano. Eles não poderiam ser mais diferentes sem deixar de serem complementares. Há aqui, uma tênue fronteira que precisa ser respeitada. Conteúdo sem intensão de venda. Só na academia e copywriting sem conteúdo nem na feira.

Então, uma boa estratégia de marketing baseada no conteúdo deve conter um apelo de copywriting. Deve, de alguma forma tentar cooptar o usuário, leitor, visitante. Um like (Facebook) ou um follow (Twitter) basta. O imporante é que seu contúdo seja tão interessante que estas ações ocorram sem que você forçe, solicite ou insinue. Então: “dá um like ai!” Fica terminantemente proíbido.

Uma boa prática é ter em mente que cada artigo ou tweet que você escrever, visando vender seu produto, deve solucionar um problema para seus visitantes (seguidores, usários, clientes?) ou, no mínimo, provocar uma sorriso. Na melhor das hipóteses solucionar um problema com um sorriso.  A esta altura do campeonato, você já entendeu que o objetivo é fazer um conteúdo que seja relevante, não contenha marketing explicito, de forma que seja bem classificado nos sites de busca, seja inteligente e engraçado de forma a se tornar viral.

Eu nunca disse que era fácil! Mas, uma vez que você consegue. Ficará muito tempo entre os primeiros resultados e colherá frutos, muitos frutos.

Se você fosse um cachorro?

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Esta pergunta já passou pela sua cabeça? Imagine que raça seria, qual a cor? Seria violento, barulhento, preguiçoso? Consegue imaginar a importância de uma questão tão fundamental para o entendimento da psiquê humana?

Não, nunca pensou nisso? Não tem a menor importância. O pessoal da Pedigree patrocinou um bando de programadores para criar um programa online só para isso. Ver que cachorro tem a sua cara.

Doggleganger, este é o nome do site. O uso é bem simples. Você seleciona uma foto, posiciona usando os controles do próprio programa e clica em Check Image e, se posicionou corretamente, clicar em Begin. Pronto.

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No meu caso, o resultado foi um atentado a minha masculinidade. Se fosse cachorro, seria fêmea.

Google thinkinsights: Talvez o recurso mais valioso já publicado online

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O Google, Sr. de Todos Dados. Dono absoluto e incontestável do maior repositório de dados sobre este pobre planeta. Continua inconteste, imbatível e supremo e, aparentemente muito benevolente.

 

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Esta organização, quase um ser, acaba de liberar o que pode ser o ativo mais importante e de maior valor já disponível online. Um site para distribuição e compartilhamento dos estudos realizados pela equipe do Google sobre os dados que eles coletam aos borbotões todos os segundos.

Conhecimento. O Google está, em última análise e com todas as licenças poéticas possíveis, distribuído valioso conhecimento minerado, classificado, analisado e enxugado sobre os mais diversos assuntos. Ficou curioso? Thinkinsights 

Ó pobre blogueiro, ó homem de pouca fé. Vejo o conhecimento, vejo a distribuição e ainda não acredito na benevolência. E você acredita? Veja como exemplo este vídeo, na página principal do thinkinsights. Milhares de informações úteis e idéias à rodo. Sem deixar passar a oportunidade de uma boa propaganda.

 

Ó homem de pouca fé.

Finalmente Google lança serviço social para o Search +1

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O Google acaba de lançar o +1 um serviço para concorrer com o Like do Facebook, com classe e vantagens.

O conceito é simples. Sempre que você encontrar algo interessante na internet você clica no botãozinho +1. Assim quando alguém de suas redes sociais encontrar este resultado em um search verá sua opinião sobre o link.

Genial, liga sua rede social a sua procura na web garantindo um fator extra de qualidade aos links apresentados.

O problema é que só funciona, por enquanto com as redes do Google, Orkut não mencionado, Reader, Gmail, Talk e Buzz.

Se você quiser testar basta visitar esta página e clicar em Join This Experiment. É claro que você precisa ter uma conta no Google, e usar o site de buscas em inglês o Google.com. Em português ainda não está funcionando.

Eu já estou usando, se quiser ver meus +1 terá que me seguir no Reader ou no Buzz. Juro que quando este botãozinho aparecer no Reader vou maisunzar a vontade. (DePijama também cria neologismo)