Um probleminha que não me deixa dormir

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Há alguns meses que eu não durmo bem. Tem um probleminha me incomodando a noite toda. Talvez você possa me ajudar.

O Metano e o efeito estufa.

Estudos mostram que o metano é 25 vezes mais nocivo que o carbono para o planeta Terra do que o carbono. Isso quer dizer que em um período de 100 anos uma determinada massa de metano terá um efeito 25 vezes maior que a mesma massa de dióxido de carbono. Se pararmos a emissão de metano este reagirá com o oxigênio e a cada 7 anos, a quantidade de metano no ar cairá pela metade. Desde 1750, até hoje, a quantidade de metano no ar aumentou 150% e esse gás é responsável por 20% da retenção de calor na nossa atmosfera. Esses dados podem ser encontrados no Changes in Atmospheric Constituents and in Radiative Forcing.

Over Hudson Bay
Creative Commons License photo credit: jurvetson

O Pulso do Planeta.

A Terra pulsa como um ser vivo e a corrente sanguínea passa bem no meio do Oceano Atlântico e é chamada de Corrente Termal do Atlântico Norte. Em resumo as águas quentes da superfície do mar circulam em direção ao pólo Norte onde são resfriadas pela camada de gelo da Groenlândia e descem em grande profundidade até o pólo sul. Levando calor ao Atlântico Norte e resfriando o Atlântico Sul. Além da diferença de temperatura das águas essa corrente é regulada pela quantidade de sal no Mar Ártico. Diversos pesquisadores acreditam que um derretimento muito grande na Groenlândia, o que alteraria drasticamente a salinidade, poderia parar a corrente do Atlântico Norte mergulhando o mundo em outra era glacial. Há um documento excelente do Parlamento Britânico sobre isso. Pode ser pior.

Uma substância curiosa e mortal

O hidrato de metano é uma substância curiosa. Trata-se de uma molécula de metano encapsulada por moléculas de água congelada. Só ocorre em altas pressões e baixas temperaturas como as que ocorrem no fundo do mar. Inicialmente pensou-se que todo o solo do oceano profundo fosse coberto de hidrato de metano. Hoje estima-se que a quantidade disponível desse material na natureza seja algumas ordens de grandeza menor. Ainda assim, deve ser o combustível natural mais abundante do planeta com reservas estimadas duas vezes maiores que as todas as reservas de combustível fóssil (carvão, gás e petróleo) conhecidas. O Problema aqui é que, estas reservas estão espalhadas em grandes profundidades e ainda não foram avaliadas com precisão. Você pode ler sobre isso na Wikipédia.

Um pouco de pessimismo

Marque esse ponto.

A temperatura do planeta continua aumentando. O pólo norte derrete excessivamente. A corrente do Atlântico diminui. Isto aumenta a temperatura da água no fundo do mar que derrete o Hidrato de Metano. Liberando mais metano que aumenta a temperatura do planeta.

Volte até o ponto marcado e continue lendo até acabar com a nossa civilização.

Pronto, agora que você também não vai dormir, espalhe esse artigo. Quem sabe? Talvez com mais gente sem dormir façamos alguma coisa.

Xixi na bateria, fede mais carrega!

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A empresa Aqua Power Systems desenvolveu uma bateria que pode ser recarregada com xixi, saliva, coca-cola, suco de maça e cerveja.

Pequeno paretentesis: Quem usar cerveja para recarregar o mp3, quando morrer, vai para o inferno! É pecado mortal sem direito a indulgência.

A Aqua Power uma empresa do Japão. Criou a série de baterias chamada NoPoPo (claramente indicando para não usar o número 2)  que significa No Polution Power (ou potência sem poluição), com uma tecnologia misturando carbono e magnésio que gera energia quando umedecida com certos líquidos. Já mencionei xixi?

As baterías parecem ter uma vida útil curta se comparadas as baterias de Alcalinas que vemos por ai, mas são semelhantes as pilhas antigas que usávamos até uns 10 anos atrás. No estojo, junto com as baterias, a empresa fornece uma pipeta para recarga, mostrada na foto.

Procurei na internet durante horas mas não achei nenhum tutorial explicando, como diabos é possível mijar naquela pipeta.

Se quiser comprar,  já está a venda nos EUA.

Agora, falando sério, esse é um produto muito, muito interessante. Fazendo uso dos fluídos corporais pode representar a diferença entre a vida e a morte em situações de extrema emergência ou, em futuro próximo, se tornar uma alternativa viável para os pequenos aparelhos eletrônicos que usamos todos os dias.  Imagino que não com xixi mas, talvez com água do mar.

Notícia Original

Inventor acredita que tenha a solução para o problema do aquecimento global

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Ron Ace, 69 anos, inventor, passou os últimos anos debruçado sobre o problema do aquecimento global. Agora ele acha que tem a solução. Jogar milhões de toneladas de água para o alto.

Lendo assim, a idéia parece estúpida e realmente é.

A idéia, cuja patente foi solicitada ao órgão responsável nos EUA, consiste em aspergir milhões de toneladas de água do mar diretamente na atmosfera e deixar que essa água funcione como um sistema de refrigeração baixando a temperatura do planeta em até 3,5 graus centígrados.

Segundo alguns especialistas em climatologia que rodaram modelos computacionais para avaliar o impacto dessa aspersão sobre o clima a idéia poderia funcionar.

Atlas, it's time for your bath
Creative Commons License photo credit: woodleywonderworks

O bom senso diz que sim, aspergir água no ar provoca uma redução da temperatura ambiente. Pelo menos a experiência nossa de cada dia diz isso. O problema é a quantidade de água e onde aspergir.

Segundo a notícia original, alguns modelos indicam que aspergir grandes quantidades de água no hemisfério norte seria efetivo e provocaria a redução desejada.

Rapidamente, milhares de listas de discussão e sites especializados estão debatendo a idéia. Os comentários vão desde: “Não seria possível aspergir a quantidade de água necessária sem aumentar o efeito estufa” até “melhor idéia dos últimos 100 anos”.

Eu acredito que sim, essa idéia pode realmente reduzir a temperatura do planeta, acho que seja mais barata que as soluções já propostas e que tem a vantagem de usar um componente abundante no sistema para controlar o próprio sistema além de poder ser ajustada para a maior eficiência e poder ser desligada ou ligada ao nosso bel parzer. Ainda assim a idéia é estúpida. Abaixa a temperatura sem devolver o sistema ao seu ponto de equilíbrio.

Baixar a temperatura sem retirar o carbono do ar, devolvendo a quantidade de oxigênio aos níveis de há 200 anos só vai prolongar o sofrimento do planeta e da raça humana. Tudo que essa idéia vai permitir é que continuemos a sujar o ar por mais 50 ou 100 anos. Além disso. a aspersão pode até ser novidade mas, já vi uns dois ou três malucos que querem provocar esse tipo de evaporação colocando uma lente em órbita para aquecer o oceano em lugares pré-definidos e provocar a evaporação necessária.

Notícia Original: Scientists doubt inventor’s global cooling idea _ but what if it works? – Yahoo! News.

Uma geladeira movida a fogo!

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Empresa de investimento e um grupo de pesquisadores de Staford desenvolvem um sistema refrigerador de baixo custo, movido a fogo de fogão. ou lenha, que pode ajudar bilhões de pessoas  terem acesso a refrigeração e conservação de alimentos e vacinas.

happy
photo credit: ^Vanessa^

Adam Grosser é um empreendedor, destes que fazem falta por aqui. Com boas idéias e coragem para investir nas idéias próprias e alheias. Trabalhando com pesquisadores da Universidade de Stanford ele desenvolveu um gaz que permite a criação de um sistema de refrigeração sem propano, freon ou querosene e é mantido com o uso que qualquer fonte de calor. Inclusive o sol ou o fogo que é usado para cozinhar alimentos.

O refrigerador consiste de um pequeno dispositivo que contém um gás não tóxico de baixa pressão que, uma vez aquecido, deve ser deixado em repouso por uma hora. Depois disso ele começa a retirar calor do ambiente levando uma área restrita a temperaturas abaixo do ponto de congelamento e mantém essa temperatura por até 24 horas. O ambiente de congelamento pode ser um pequeno receptáculo hermético ou um buraco no chão, sem grandes alterações no rendimento do dispositivo.

Produzido em larga escala o dispositivo de ter o preço final abaixo dos US$ 30,00.

Em 2007 Adam apresentou seu dispositivo no TED disponível aqui.

Notícia Original.

Um pequeno problema com lagartas.

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Infelizmente a notícia original não têm muitas informações, apenas as fotos mas, é o pior caso de infestação por lagartas (aparentemente da família do bicho da seda) que eu já vi. E olha que já vi muita coisa. 🙂

Você entendeu certo, são tantas que estão fazendo casulos até nas bicicletas estacionadas. Visite o site para ver mais fotos.  As fotos estão em um servidor na Suécia na conta do prof.Sven Sandberg.

Notícia Original. Vídeo ( 27Mb)

Argentino derrete na calçada para salvar o mundo

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Jovem argentino derrete na calçada para chamar atenção para o problema do aquecimento global.

Uma agência de publicidade criou essa forma de marketing de guerrilha para a Cruz Vermelha argentina. A idéia era chamar a atenção do público passante e entregar a este um folheto contendo informações sobre os problemas causados pelo aquecimento global.

Matéria Original

Tirando água do ar

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Em um mundo onde apenas uma em cada seis pessoas tem acesso a água potável e onde essa proporção vai ficar muito pior nas próximas décadas uma empresa surge com uma solução para tirar água potável do ar.

drinking water
 photo credit: Darwin Bell

A Empresa Element Four do Canadá alega que conseguiu uma tecnologia de filtragem de ar economicamente viável para conseguir retirar a umidade existente no ar e produzir água limpa e potável.

Segundo a matéria original a máquina (Water Mill) esteve em exposição em New York na semana passada.

Os inventores acreditam que a maquininha será capaz de reverter as previsões pessimistas sobre a falta de água mundial que nossa geração deverá enfrentar oferecendo uma forma simples e barata de recuperar o líquido diretamente do ar.

É óbvio que essa solução não será efetiva em regiões muito secas mas, com uma parte significativa da população mundial vivendo em regiões costeiras, a idéia tem futuro.

Para contornar o problema do nível de umidade do ar em regiões secas a Water Mill tem um computador que controla o sistema para que esse seja mais exigido em momentos do dia onde a quantidade de água no ar é maior.

Notícia Original

Para Saber Mais: Element Four

Rochas que absorvem carbono

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Cientistas da Universidade de Columbia nos EUA descobriram que um tipo de rocha encontrada em abundância em Oman, Nova Guiné, na Califórnia e em outros lugares é capaz de absorver grandes quantidades de carbono diretamente do ar.

Essas rochas produzem carbonato de cálcio e carbonato de magnésio quando expostas a o CO2 . Os cientistas verificaram que essas rochas naturalmente presentes no deserto de Oman absorvem entre 10.000 e 100.000 toneladas de CO2 por ano.

Uma das possibilidades que estão sendo estudadas é a injeção direta de água contendo CO2 nessas rochas que criaria um dos dois carbonatos armazenando o carbono em forma sólida.

O pobre blogueiro que lhes escreve imagina se não seria interessante produzir um revestimento de baixo custo para prédios e residências que, utilizando essas rochas permitisse a absorção
do CO2 diretamente do ar.

Notícia Original

Minerando no Lixão

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Semana passada eu sofri na berlinda em uma mesa de ecologistas de carteirinha, todos amigos e todos leitores de blog. Corria solto o papo sobre a degradação do meio ambiente e as soluções que estão surgindo aqui e ali em ritmo frenético. Há um certo ponto, meio sem pensar e um tanto tonto pelo vinho, saquei uma pérola: Não demora muito e vamos começar a revirar os lixões em busca de matéria prima.

Quase apanhei! Ouvi 20 minutos de argumentos que iam desde doenças até falta de viabilidade econômica. Os quais, ainda no rítmo do vinho, contestei sem pestanejar e, já que estava na berlinda apanhei feito cachorro vadio mas não desisti e cai lutando. E não tardou para que meu ponto de vista fosse o derrotado. Não só derrotado, humilhado, espezinhado…

accidental landscape
Creative Commons License photo credit: chelseagirl

Nada como um dia depois do outro. Ou uma semana.

Saiu hoje no site da ABC uma matéria extensa sobre os estudos que estão sendo conduzidos nos EUA, Europa e Asia sobre adivinhem! A viabilidade econômica de se usar os lixões como fonte de matéria prima. Me sinto vingado.

A premissa é que com a manutenção do preço do petróleo acima dos US$100 o barril, a retirada do plástico que está acumulado nesses reservatórios de dejetos humanos pode vir a ser uma atividade econômica viável. Leia-se lucrativa.  Com alguns benefícios extras e meio que passados, como a utilização do gás produzido pela decomposição natural de resíduos orgânicos e a óbvia recuperação da área.

É claro que ninguém está provando dos prazeres de Baco quando inicia um estudos destes que custa alguns milhões de dólares.

Aqui mesmo, em terras tupiniquins temos algumas iniciativas interessantes quanto a isso.  Basta dar uma olhada no projeto de São Paulo. Mas, na matéria da ABC e na opinião que eu tentava defender, o principal não é o gás. São os plásticos e os metais que estão lá, disponíveis prontos para uso.

Como diria um personagem de desenhos animados da década de 80: Mas eu te disse! Eu disse…

Na verdade, o ponto de vista não era meu, nunca foi. Tratava-se apenas de uma memória reprimida da segunda crise do petróleo. Onde tudo isso que estamos vendo agora em termos de busca de soluções já estava sendo pensado e tentado. Derepente o preço do petróleo caiu novamente e pimba. Voltou tudo a estaca zero. Quem sabe se nessa década, mesmo que o preço caia, com o advento da internet e das novas tecnologias as alternativas de reciclagem e de criação de outras fontes de energia perdurem.

Assassinaram o invetor do carro movido a àgua

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Nasci e cresci na ditadura militar. Filho de militar e tendo por melhor amiga uma filha de comunista  (coisa que só soube muitos anos depois) cresci nessa dualidade de opiniões e atitudes. Com uma infância destas há que se desculpar minha tendência temerária a achar que tudo faz parte de uma grande conspiração.

Na primeira crise do petróleo estava em pleno entusiasmo da juventude. Eu e mais alguns amigos da escola técnica tivemos a idéia que revolucionaria o mundo. Usando água do mar e um processo de hidrólise separaríamos a água do mar em oxigênio e hidrogênio e usaríamos esse último para impulsionar um motor elétrico que alimentaria a hidrólise e um motor a explosão que impulsionaria um veículo. É claro que não fizemos cálculo algum, não era necessário em nossa brilhantes mentes inocentes havíamos resolvido o problema de combustível do mundo. Também havia  o problema de armazenar o hidrogênio no carro e a tendência deste de explodir mas, nem por um segundo nos preocupamos com isso.

De posse dessa idéia corremos para contar a um dos nossos mais queridos professores. Cético ele nos contou a história de um professor do fundão (UFRJ) que tinha tido idéia semelhante e sumira. Simples assim, sumira. Deixando mulher e dois filhos. Na época desistimos.  Ditadura… As pessoas tinham o hábito de sumir quase como se fosse um esporte nacional.

Anos depois atribuí o sumiço a uma destas lendas urbanas que povoam o imaginário popular. Com o tempo a aventura caiu no esquecimento.

Há alguns meses li uma matéria sobre um sujeito que estava divulgando um carro movido a água e achei seu site. Até separei para postar algo aqui mas acabei esquecendo. A inveja é uma merda.

Caramba! Que estúpido que sou, com as células de combustível de hoje o problema do armazenamento estaria resolvido. O resto é pinto.

Qual não foi minha surpresa quando vi hoje, pleno domingo uma matéria dando conta do assassinato do inventor.

Mataram o cara. Incrível coincidência. Ou não? O relato da morte está nesse link o mesmo que trás o vídeo que inseri nesse artigo. Ainda não consegui confirmar se o cara morreu mesmo ou se é mais um boato destes que surgem toda hora na internet. Mesmo sem confirmação que a história é interessante é. 🙂