Instalando Apache2, WebDav, Svn e SSL no Ubuntu

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Desteto receitas de bolo, excessão seja feita para as receitas de bolo que realmente realmente servem para fazer bolos. Tudo tem uma excessão. Todas as vezes que tenho que instalar um servidor svn acabo gastando horas e horas tentando de memória e depois horas e horas procurando uma receita de bolo que funcione. Ontem passei por isso novamente e resolvi escrever a minha própria receita de bolo para a instalação do svn.

Mr. Bigfont
 photo credit: jm3

Vou usar o Ubuntu Server 9.04 que tenho disponível hoje e que gosto de usar. Eu trabalho como root. Você se não tiver a senha de root ou não gostar de trabalhar como root, coloque sudo na frente de cada comando

1: Instale o Ubuntu Server

Baixe a iso diretamente de http://www.ubuntu.com/getubuntu/download-server observe apenas a arquitetura da sua máquina. Neste caso específico fui forçado a utilizar a versão de 32 bits.

Faça a instalação padrão. Não esqueça de selecionar o apache2 para instalação.

O único cuidado que deve tomar durante a instalação é criar uma partição para montagem do /var separada da partição onde será montado o /.  Tomo esse cuidado para facilitar o uso com sistemas operacionais multiplos, para isolar os dados do sistema operacional e para dividir a carga entre discos diferentes.

Quando reiniciar a máquina faça uma atualização, na linha de comando execute:

$ apt-get update && apt-get upgrade

Uma vez terminada a instalação e a atualização, você terá o apache2 instalado, configurado e rodando. Terá outras coisas também mas por hoje só nos interessa o apache2.

2: Instale o Subversion

Chamo tanto de svn que acabo esquecendo que o nome do programa é subversion. Para instalar o subversion (ou svn) e as bibliotecas que o apache vai precisar, na janela terminal digite:

$ apt-get install subversion libapache2-svn apache2 ssl-cert

Se seu servidor foi instalado corretamente o apt vai indicar que você já está com a versão mais recente do apache2 e instalar os outros pacotes. Se não instalará tudo.

3. Torne seu ambiente seguro

Vamos precisar instalar um certificado de segurança e criar um acesso seguro para isso digite os seguintes comandos:

a) Para criar o diretório

$ mkdir /etc/apache2/ssl

b) Para criar o certificado

$ /usr/sbin/make-ssl-cert /usr/share/ssl-cert/ssleay.cnf /etc/apache2/ssl/apache.pem

c) Para garantir que o só o proprietário pode escrever e ler o certificado

$ chmod 600 /etc/apache2/ssl/apache.pem

d) Para fazer o apache ouvir a porta segura (443 por padrão) edite o arquivo /etc/apache2/ports.conf e adicione a linha Listen 443 se ela não existir.

e) Habilite o suporte SSl no apache rodando o comando:

$ a2enmod ssl

4. Crie um virtual host para acessar seu servidor de forma segura

Primeiro vamos copiar o arquivo de configuração do virtual host padrão do apache criando um arquivo de configuração chamado svn. Para tal:

$ cp /etc/apache2/sites-available/default /etc/apache2/sites-available/svn

Agora vamos editar esse arquivo para que ele reflita nossas intenções (seguro, porta, etc…) o arquivo final deve ficar assim:

[php]
NameVirtualHost *:443
<VirtualHost *:443>
ServerAdmin webmaster@localhost

SSLEngine on
ServerSignature on
SSLCertificateFile /etc/apache2/ssl/apache.pem
DocumentRoot /var/www
<Directory />
Options FollowSymLinks
AllowOverride None
</Directory>
<Directory /var/www/>
Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride None
Order allow,deny
allow from all
</Directory>

ScriptAlias /cgi-bin/ /usr/lib/cgi-bin/
<Directory "/usr/lib/cgi-bin">
AllowOverride None
Options +ExecCGI -MultiViews +SymLinksIfOwnerMatch
Order allow,deny
Allow from all
</Directory>

ErrorLog /var/log/apache2/error.log

# Possible values include: debug, info, notice, warn, error, crit,
# alert, emerg.
LogLevel warn

CustomLog /var/log/apache2/access.log combined

Alias /doc/ "/usr/share/doc/"
<Directory "/usr/share/doc/">
Options Indexes MultiViews FollowSymLinks
AllowOverride None
Order deny,allow
Deny from all
Allow from 127.0.0.0/255.0.0.0 ::1/128
</Directory>

</VirtualHost>
[/php]

Observe que é o mesmo arquivo com as correções dos paths, das portas e com o acréscimo das linhas específicas para o ssl:
SSLEngine on
ServerSignature On
SSLCertificateFile /etc/apache2/ssl/apache.pem

Por fim, ative esse virtual host (site) no apache e reinicie o bicho.
$ a2ensite svn
$ /etc/init.d/apache2 restart

5. Criando o repositório

a) criando o repositório

$ mkdir /var/svn
$ svnadmin create /var/svn/teste

b) Garanta que o usuário apache vai poder lidar com o repositório

$ chown -R www-data:www-data /var/svn/teste
$ chmod -R g+ws /var/svn/teste

6. WebDav e svn trabalhando juntos

a) Habilite a autenticação no Apache2

$ htpasswd -c -m /etc/apache2/dav_svn.passwd admin

b) Para configurar o Webdav e o svn para trabalharem juntos você vai precisar editar o arquivo /etc/apache2/mods-available/dav_svn.conf e descomentar algumas linhas, no fimal o aquivo deverá ficar assim:

[php]
<Location /svn>
DAV svn
SVNParentPath /var/svn
AuthType Basic
AuthName "Subversion Repository"
AuthUserFile /etc/apache2/dav_svn.passwd
Require valid-user
SSLRequireSSL
</Location>
[/php]

c) Reinicie o Apache2

$ /etc/init.d/apache2 restart

7. Criando os usuários.

Para criar um usuário use o seguinte comando:
$ htpasswd -m /etc/apache2/dav_svn.passwd nomenovousuario

Repita esse procedimento para todos os usuários que desejar substituíndo admin pelo nome do usuário. e pronto!

Quando testar o svn via browser, não esqueça de usar https e não se assuste com a mensagem de certificado desconhecido que o browser ira apresentar. Essa mensagem irá surgir por que você instalou um certificado próprio e não um emitido por alguma entidade certificadora. O browser conhece apenas algumas entidades certificadoras e você, provavelmente não é uma delas. 🙂

Projeto de código aberto ganha prêmio de 100.000 dólares do MIT

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Ksplice, um projeto de software livre e código aberto, ganhou o prêmio máximo no 20th annual MIT $100k Entrepreneurship Competition (vigésima competição anual de empreendedorismo do MIT).

H23 BB00934850 * ...my $100 'star note'
Creative Commons License photo credit: TheAlieness GiselaGiardino²³

Ovacionado ao final de sua apresentação, os integrantes do Ksplice receberam seu prêmio. Essa frase, em tradução livre consta da matéria original no próprio site de notícias do MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos mais renomados centros de pesquisa de todo o mundo. Não é pouca coisa!!

O Ksplice é um projeto de atualização de softwares sem interrupção do sistema. Por enquanto só roda em linux. O conceito é simples e há muito tempo temos preseguido esse tipo de solução. Os sistemas operacionais baseados no Linux já permitem esse tipo de atulização para a grande maioria dos programas e bibliotecas que usam. Contudo, ainda existem atualizações no kernel e em serviços essenciais que requerem a interrupção do serviço e o consequente reboot.

Esse tipo de parada atrasa a atualização do software até o primeiro minuto disponível, ou comercialmente conveniente. Se você administra uma rede sabe que esperar para atualizar pode ser fatal. A tecnologia que está sendo desenvolvida por eles acaba com isso.

Atualmente, além do software, existe um serviço de atulização automático, gratuíto para o ubuntu 9.04. Este serviço constitui o modelo de negócio deles que os classificou a participar da Competição de Empreendedorismo.

O serviço  Ksplice Uptrack™ foca em segurança e de forma precisa, segura e sem interrupção mantẽm sua máquina atualizada.

Ainda segundo a matéria original, as empresas que venceram este concurso ao longo dos últimos vinte anos já empregaram mais de 2500 pessoas e têm juntas um valor de mercado de US$12 bilhões. Não é pouco!.

Agradecimento: Os editores do site NoticiasLinux.com.br publicaram este artigo do depijama. Obrigado. Sendo um dos sites que leio regularmente, fico orgulhoso e convencido.:)

Frankencamera, uma camera de código aberto

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Projeto da Universidade de Stanford pretende abrir o software das câmeras digitais.

O Prof. Marc Levoy e o estudante de graduação Andrew Adams criaram uma câmera digital com código aberto que permite que qualquer pessoa possa desenvolver softwares para controlar as características de uma camera digital e o que mais sua imaginação permitir.

Camera open souceA Stanford Camera, apelidada de Frankencamera já tira fotos e é um projeto conjunto entre a universidade, laboratórios de pesquisa e a Adobe.

Depois de tentar interagir com câmeras de celulares e câmeras digitais comerciais e de sofrer as limitações de acesso impostas pelos softwares proprietários residentes ou pelas api’s restritivas destes equipamentos o Prof. Levoy e seus alunos resolveram por a mão na massa e desenvolveram uma câmera com sistema operacional Linux que permite acesso a todos os sistemas internos. Inclusive seus processadores digitais de sinais.  Não entendeu? Trata-se de uma plataforma totalmente aberta que permitirá a liberdade total de criação e manipulação de imagens. Talvez criando uma nova era para a captação de imagens digitais.

É claro que, se vingar, não será um grande sucesso de mercado. Se vingar, tudo que provocará será a abertura das plataformas existentes hoje em dia. O que, por si só, já será uma revolução enorme.

O que não me agrada é o nome. Essa mania que as pessoas tem de começar os nomes de coisas montadas com sucata por Frank… isso magoa.

E o que é que eu uso para substituir o Corel

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Todas as vezes que estou falando de migração acabo ouvindo essa frase. Em geral, o sujeito tem um Corel pirata na máquina que ele usou uma vez, para fazer uma etiqueta vagabunda e nunca mais nem sequer abriu o software. Não tem idéia do que é desenho vetorial e menos ainda de diagramação e nunca ouviu falar de desktop publishing. Ainda assim, ele quer um substituto para o Corel.Não tenho, ninguém tem.

O Corel não é um programa é um conjunto de programas integrado de forma magistral especificamente desenvolvidos para publicação gráfica. A Adobe levou anos para conseguir um conjunto melhor que o da Corel, comercialmente falando e até hoje a disputa de mercado nessa área é grande. Hoje com pequena vantagem para a Adobe.

Não temos em software livre nenhum conjunto de aplicativos fechados e integrados como o Corel, especificamente desenvolvidos para desktop publishing . O que não quer dizer que não podemos fazer exatamente o mesmo, com a mesma qualidade e facilidade e, em alguns casos, menos trabalho.

Aplicativos de Desenho Vetorial:

Nessa categoria estamos muito bem servidos, o Inkscape é um aplicativo simplesmente fantástico de desenho vetorial que, a cada versão fica mais e mais estável e recebe mais e mais funcionalidades e aprimoramentos. Rodando em Windows e nos diversos sistemas operacionais baseados no Kernel do Linux é a primeira opção para quem quer sair da pirataria e/ou usar um software mais leve para desenho.

O Sk1 é uma opção mais direcionada ao mundo linux. Completo, e estável já dispõe de todas as ferramentas que você pode precisar para desenhar vetorialmente. Além disso, estáo desenvolvendo três outros projetos muito importantes. Um conversor de graficos vetoriais, um navegador de CDR (padrão fechado do Corel) e um filtro para conversão dos padrões vetoriais fechados da Microsoft. sk1 desenho vetorial em software livre

Não sou designer, então tenho que me apoiar na opinião alheia. Uma das grandes vantagens do Sk1 é, segundo um amigo que trabalha em uma gráfica, a gerência de CYMK. Segundo ele, os trabalhos realizados com o SK1 não deixam nada a desejar em termos de qualidade de impressão.

Se você procura um ambiente integrado o Karbon do Koffice é a sua opção. O Koffice é um conjunto de aplicativos para o Kde que inclui, editor de texto, planilhas, apresentação, processamento, desenho vetorial e etc. E bote etc nisso. Especialmente desenvolvidos para o ambiente Kde é a melhor e mais óbvia opção para quem quer desempenho, integração e uniformidade de interface. Esta é a solução que eu uso no dia a dia.

Ainda no quesito integração, o openOffice vem com o draw. Um aplicativo vetorial integrado na plataforma openOffice

Se você quer uma opção originada no mundo puramente comercial, sua opção é o Xara a décadas o Xara é um concorrente do Corel. Apesar da qualidade apreogada aos 4 cantos do mundo por uma efetiva campanha de marketing, nunca conseguiu abocanhar uma fatia significativa do mercado. Ainda assim, e talvez por causa disso, há alguns anos a empresa responsável lançõu uma versão em software livre e de código aberto. Roda tanto no Windows quanto em Linux

Outro digno de menção é o Skencil. O primeiro, para quem pretende integrar os processo de diagramação vetorial com uma linha de produção, por exemplo. Ou pretende levar o desenho vetorial além da pura arte. Totalmente desenvolvido em Python e com a possiblidade de integrar scripts específicos para a manipulação de vetores o Skencil é a ferramenta para quem quer ir além. Skencil, um aplicativo livre para gráficos vetoriais

Aplicativos de Diagramação:

O Scribus é o primeiro que me vem a mente. Rodando em Linux e Windows e desenvolvidos especificamente para desktop publishing o Scribus possui todas as ferramentas e funcionalidades necessárias para a impressão de revistas, cartazes, livros etc.. etc.. etc.. O que não posso atestar é a qualidade do processamento CYMK e da criação de perfis de impressão. As listas especializadas em inglês falam muito bem destas funcionalidades, mas eu não testei.

O Artstream nasceu nas estações SGI e recentemente migrou para o ambiente intel/linux. Apesar de excelente, trata-se de uma aplicação comercial.

Outro total e completamente livre é o PDFedit, um software para criação de arquivos pdf com funções de diagramação. Muito, muito bom.

Não vamos nos esquecer que aqui entram também o Koffice e o OpenOffice, ambos com excelentes capacidades de diagramação e capacidade de exportar para pdf.

Aplicativos de Processamento de Imagens:

Falei sobre isso há algumas semanas mas não custa relembrar. Ficando só com os aplicativos de software livre e de código Aberto temos o Gimp. Páreo duro contra o Photoshop e o Corel PhotoPaint. O Gimp é a opção para quem pretende se dedicar ao processamento de imagens de forma profissional seja no mundo linux seja no mundo Windows.

Há uma versão do Gimp cuja interface foi adaptada para ter os mesmos comandos do Photoshop que está fazendo sucesso. Eu mesmo uso essa versão em máquinas Windows. Chama-se GimpShop e nasceu de um hack da interface e se tornou uma boa opção. A principal vantagem, para quem está aprendendo, é que você pode baixar qualquer tutorial para o photoshop e usar diretamente no gimpshop. Salvo raras excessões o resultado será o mesmo.

Ressalte-se que essa versão do gimp não é suportada pela equipe de desenvolvimento do Gimp e certamente está violando alguma patente da Adobe.

O Krita, parte integrante do Koffice, simples, eficiente e com a mesma interface dos outros aplicativos do conjunto. Se você está pensando nas suas atividades cotidianas o Krita e o Koffice são as melhores opções.

O myPaint , o novato na área. Nasceu já gtk+, roda em Windows e Linux e pretende ter uma interface mais compatível com o mundo Windows que o Gimp. Ainda sofre de falta de funcionalidades mas já apresenta uma interface robusta e coerente para todas as funcionalidades que o usuário não profissional vai precisar.

Utilitários de Impressão:

Não basta fazer uma página bonita é preciso imprimir ou melhor, publicar. Como ainda temos muito papel rolando por ai vamos dar uma olhada nos aplicativos de software livre e código aberto que podem ajudar com a gerência de impressão e com a qualidade do produto impresso.

O CUPS é o gerenciador de impressões por excelencia. Usa o protocolo IPP (internet Print Protocol) como base para gerencia de trabalhos de impressão e, uma vez que esteja bem configura do e instalado, resolverá todas as suas necessidades de controle de impressão. O

Gutenprint ou Gimp Print é um driver para o CUPs e para impressoras ghostscript de alta qualidade para o Gimp. O objetivo é ter drives de alta qualidade e alto desempenho para as marcas e modelos de impressoras mais famosas do mercado para uso no como Gimp. O

PhotoPrint é um pequeno utilitário que fica entre o programa de gerência de imagens e a impressora propriamente dita. A idéia é organizar as imagens em páginas ou blocos e adicionar efeitos especias as mesmas antes de mandar imprimir. Coisa ideal para um pequeno bureau de impressão. photoprint utilitário de impressão para imagens

Então, me ajude um pouco que não uso o Corel há muitos anos. Tirando animação em 2d que fazemos muito bem obrigado, mas que fica para outro artigo e custar caro. O que mais que o Corel faz que não fazemos com software livre e de código aberto?

Um milhão de kernels linux rodando ao mesmo tempo

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Cientistas do Laboratório Sandia na Califórnia conseguiram colocar UM MILHÃO de kernels linux rodando ao mesmo tempo para analisar o comportamento de botnets.

Botnet é um termo relacionado a uma rede de software autônomos, frequentemente desenvolvido por criaturas do mal que desejam tornar sua vida um inferno.  Devido a sua característica paralela e multivariável esse tipo de rede é muito difícil de analisar no mundo real.

linux_sandia

Liderados por Ron Minnich (frente) e Don Rudish (fundo) e usando o supercomputador Thunderbird, do próprio Laboratório Sandia, com 4480 servidores Intel Xeon, os cientistas foram capazes de criar um milhão de máquinas virtuais para simular um ambiente real de propagação e atividade de botnets.

Esta simulação permitiu rodar um ambiente equivalente a 10 milhões de máquinas na internet ao mesmo tempo. Agora os pesquisadores estão esperando um computador capaz de rodar 10 milhões de kernels para simular uma rede com 100 milhões de máquinas. Uau!!!

O projeto, com o objetivo de tornar as redes mais seguras estã recebendo patrocínio do próprio Laboratório Sandia e da Administração Americana de Segurança Nuclear. Esta tecnologia, segundo os pesquisadores, citados no artigo original, vai permitir, em algun anos, um grande avanço e campos tão diversos quanto a previsão do tempo e busca de novos remédios.

Notícia Original

C,mm,n Um Carro em Hardware Livre

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Comunidade aberta usa conceitos de software livre e de código aberto para projetar um carro elétrico.

cammon

C,mm,n (pronuncia-se kmon) é um projeto com pouca ambição. Eles desejam apenas criar um novo conceito em mobilidade e produção de automóveis, ecologicamente corretos e de forma aberta. Ou seja, ferindo de morte a industria do petróleo e automobilística. Quase nada!

Em 2005 a Netherlands Society for Nature and Environment procurou as universidades holandesas com a proposta de desenvolver um novo conceito de mobilidade sustentável para ser industrializado no ano de 2020. Três universidades aceitaram o desafio: TU Eindhoven, TU Delft and the University of Twente. Com apoio da industria local, em 2007 o conceito foi apresentado em uma feira e nasceu C,mm,n.

O design, projeto, esquemas e métodos de fabricação estão disponíveis e são livremente discutidos sob uma licença aberta ainda nos seus primeiros  estágios, ainda muito complicada mas, já garante modificações, reproduções e fabricação livre. Ou seja, você pode criar sua própria fábrica de carros. Imagino que existam royalties a serem pagas sobre componentes do veículo, tais como as células de combustível, mas não sobre o projeto em si.

cammon2

A idéia é fantástica. Imagine que, em lugar da GM e Volkswagem tenhamos milhares de pequenas industrias espalhadas pelo globo fabricando e vendendo localmente veículos sustentáveis em baixa escala. Se der certo muda apenas toda economia global. Caramba! Como eu gostaria de ainda acreditar no Papai Noel.

Cético ou não, estou dentro!!!! Imagino a distribuição de renda que esse projeto pode provocar, o número de novos empregos, a redução da poluição e do impacto sobre o meio ambiente.

Os conceitos discutidos na comunidade e acrescidos ao projeto vão muito além da simples mudança de combustível. Estão sendo incluídos os conceitos mais modernos de mobilidade, flexibilidade e a mais alta tecnologia. Além disso as universidades estão usando o projeto para testar novas idéias incorporando ítens de seguraça e controle.

Cabem aqui apenas duas observações: Para escolher este nome, com certeza esse pessoal fugiu de certas praças fumacentas de Amsterdan e … só sendo holandes para desenhar um carro que parece um tamanco.

Alternativas gratuítas ao PhotoShop

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Existem algumas alternativas ao Photoshop, algumas delas são melhores que o próprio Photoshop.

Em praticamente todas as empresas que visito existe uma cópia pirata do Photoshop. Está lá, no micro da secretária ou do administrador de rede. Uma vez, há muito tempo atrás ele precisou redimensionar uma imagem e instalou um Photoshop pirata e pronto. A coisa ficou lá. Agora eles dizem para todo mundo que sabem usar o Photoshop.

Se olharmos o lado dos profissionais de design… todos os que eu conheço, usam o photoshop pirata com a desculpa que, quando arranjarem emprego, as empresas vão exigir que eles saibam usar o photoshop.  Ou seja, o portfólio não serve para nada.

Se olharmos as universidades e, acredite, tenho olhado muito para esse lado do mercado, vamos encontrar centenas de professores em centenas de salas de aula ensinando a utilizar o photoshop em sistemas totalmente piratas, em vez de estar ensinando design e processamento de imagens.

Com esse mercado e pensamento, acabamos com anúncios como  o mostrado a seguir:

traybloodysheekVocê NÃO precisa passar por isso.

Existem diversas alternativas ao Photoshop. Algumas em software livre e de código aberto e outras somente grátis e algumas online. Tudo o que você precisa é sair do rebanho, pensar por conta própria e escolher a melhor ferramenta para você.

Começo pelo rsizr que não é alternativa ao photoshop mas é, sem sombra de dúvida, a melhor ferramenta para redimensionamento de imagens disponível no mercado.

O algoritmo de compressão permite você escolher que áreas da imagem deseja preservar. Permitindo que tire da imagem as áreas neutras e mantenha o que realmente interessa. É gratuito, online e vai resolver todos os seus problemas de redução de imagens.

Passamos para o Gimp. Se existe um software capaz de vencer o photoshop no mercado esse software é o Gimp. Trata-se de uma suite completa com 90% ou mais das funcionalidades que você encontra no Photoshop, sem nenhum custo e com algorítmos melhores para uma série de funcionalidades como, por exemplo, sharpness.

windows_crop

Além da grande qualidade e versatilidade o gimp conta com um forum em português e centenas de tutoriais online, alguns, em inglês, bem aqui.

Se você usa apenas o Windows e não quer ter muitos problemas, o PaintNet é uma boa alternativa. Não chega a ser um Gimp mas, é mais simples e tem uma qualidade excelente.

Nascido de um projeto acadêmico, o PaintNet está em franco desenvolvimento em .net, por uma comunidade de aficcionados e já foi indicado como substituto do PhotoShop por algumas revistas especializadas. Eu, prefiro o gimp.

Aviary. Existem editores e existe o Aviary. Online, desenvolvido em flash e gratuíto. O Aviary é mais que um editor. O site contem algumas das ferramentas gráficas mais interessantes e flexíveis que você vai encontrar no mercado. Se falamos apenas de editor, além de simples, bonito e rápido  o Phoenix tem todas as funcionalidades que um usuário comum pode precisar.

aviary

Peca um pouco no tratamento de imagens mas o site conta ainda com outros editores para essa funcionalidade. Conta inclusive com um editor vetorial.

Ainda considerando os editores online temos o SplashUp e o FlautR ainda não conheço nenhum dos dois muito bem. Que tal você testar e comentar aqui.

Então ficamos assim: Hoje você vai desinstalar esse photoshop pirata, instalar o Gimp e se cadastrar no aviary e passar pelo menos um mês trabalhando com essas ferramentas. Depois me diz o que achou. Acredite: Você não precisa do Photoshop!

O Sistema Operacional do Google

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Finalmente, depois de anos de especulação, o Google anunciou oficialmente que está desenvolvendo um sistema operacional.

Parou!!!! O que diabos é o Android? Não é um sistema operacional?

Opa!!! O Android é um sistema operacional desenvolvido para dispositivos móveis. Desta vez estamos falando de netbooks.

“Google Chrome OS is an open source, lightweight operating system that will initially be targeted at netbooks. Later this year we will open-source its code, and netbooks running Google Chrome OS will be available for consumers in the second half of 2010. Because we’re already talking to partners about the project, and we’ll soon be working with the open source community, we wanted to share our vision now so everyone understands what we are trying to achieve.”

Parou de novo!!!  NetBook não é dispositivo móvel?

Isto está me parecendo notícia requentada ou, na melhor das hipóteses, reformatada mas, vamos lá.

Segundo o texto original o sistema operacional está sendo repensado tendo em vista segurança, confiabilidade, velocidade e simplicidade. Uma nova interface gráfica está sendo desenvolvida sobre um kernel Linux e deverá rodar nas arquiteturas x86 e Arm.

penguin
Creative Commons License photo credit: keela84

Bom, parece muito bom. Lembra muito um outro sistema operacional… qual? Pera aí… está na ponta da língua… Lembrei!!! O Android. 🙂

Vamos ao que interessa, um novo concorrente na rua dos sistemas operacionais, fazendo frente ao Ubuntu, OpenSuse, Moblin da Intel e… família Windows.  Esse novo sistema parece confirmar minha aposta que, em breve, muito em breve, o kernel  perderá seu valor como mercadoria e se tornará uma espécie de (como dizer isso de forma simples e sem ofender ninguém? ) BIOS com esteróides.

Para dizer a verdade a Asus já está fazendo isso. Já testou uma destas?

Se isso for verdade, e o linux for finalmente aceito pelo mercado em geral, o que ele merece há muito tempo. Restará a Microsoft desenvolver uma interface gráfica para o kernel. Economizar alguns bilhões de dólares em desenvolvimento de kernel e lançar o Windows 8 For Linux.  E concorrer com o Gnome, Kde, Moblin, Google, etc.. etc.. etc..

Caramba! Será que é por isso que eles andam discutindo licenciamento com a Linux Fundation?

Oh! Deus! Terei contato algum segredo aqui? Desculpem, foi sem querer.

This is FEDORA!!!

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Lançado o Fedora 11. A brincadeira do título é inevitável o codinome dessa versão é Leônidas. Convenhamos, espartana não é um adjetivo que me vem a mente quando leio as notas de lançamento desta versão.

Object photography: Grecian Helmet
Creative Commons License photo credit: nicubunu

Provavelmente vocês já ouviram falar do lançamento do Fedora 11. Então, não vou perder seu tempo falando a baboseira de marketing que está rolando na blogosfera. Gente muito mais capaz que eu para escrever bobagem já fez isso com você.

Vou apenas chamar sua atenção para um detalhe da nova distro. Virtualização.

O time de desenvolvimento gastou um tempo extra melhorando as capacidades de virtualização do sistema operacional. Segundo andam dizendo as boas línguas: tornou mais simples e eficiente o chaveamento entre host e guest, aumentou a segurança das máquinas virtuais e simplificou o wizard para a criação de máquinas virtuais além de aumentar a quantidade de  hardwares suportados.

Como virtualização é a palavra do momento, não me perguntem porquê, tenho aqui minhas dúvidas. e estou desenvolvendo um projeto que inclui, lstp, directory server e virtualização em uma sopa digna de mestre Chef Remy.  Já estou baixando a minha cópia para testes.

Se quiser maiores detalhes sobre essa versão deve dar uma olhada nas notas de lançamento.

ps. para quen não entendeu a imagem: Fedora, chapéu, Esparta…. deixe para lá…:)

Personalizando o Ubuntu: Wallpaper da Terra

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Um script simples integra imagens da Terra em tempo real no seu fundo de tela.

O serviço é o Opentopia que, entre outras coisas, fornece imagens do planeta Terra atualizadas a cada hora. O script e o tutorial podem ser encontrados no site Ubunted de Cláudio Novais. O resultado será uma imgem do planeta mostrando a distribuição de nuvens e área iluminada.

O processo de instalação é simples, está em português e, melhor de tudo, funciona.