Biologia Sintética, criando vida na sala de aula

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Neste próxismo 31 de outubro de 2009 o MIT será palco de um concurso de criação de vida artificial pela manipulação de DNA.

Estamos acostumados a ver laboratórios de última geração, em filmes e documentários onde cientistas do bem e do mal, com milhares de pós doutorados, usando tecnologia de ponta, conseguem, depois de anos de suor e lágimas, alterar ligeiramente as características de um organismo. Estes filmes e documentários são coisa do passado. A moda agora é criar vida, mesclando dna, em salas de aula em universidades.

Como estamos na véspera do Halloween o Seattle Times resolveu publicar uma matéira para assustar o mundo todo. Estudantes universitários do mundo inteiro estarão presentes no International Genetically Engineered Machine (iGEM), uma competição de máquinas biológicas feitas a partir de moléculas de dna de seres vivos recombinadas.

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Creative Commons License photo credit: [niv]

Este tipo de coisa, que era feito por cientistas de primeira linha e usava equipamento ultramoderno agora usa “um pouco de gelo, algumas cepas de bactérias e entrega via Fedex”

A matéria original dá conta que um dos competidores, os alunos de uma faculdade da Virgínia, criaram uma nova forma de via usando partes de dna da e-coli foram capazes de criar um organismo capaz de absorver arsênico do meio ambiente e que pode ser utilizada para a limpeza de rios e lagos. Existem outros 102 times de universitários com idéias tão boas quanto esta inscritos no iGEM. Estão lá no site, em bom inglês, os resumos dos projetos inscritos. Alguns são dignos de nota.

Além dessa boa idéia do pessoal  da Universidade da Virgínia há também um  desenvolvido pela Universidade de Alberta no Canadá, um kit de programação especialmente desenvolvido para facilitar a criação de novas formas de vida do pessoal da Universidade de Berkely, que inclui uma linguagem de programação especialmente desenvolvida para o domínio da síntese biológica e principalmente os Microguardas da Unicamp.

Os representantes da tecnologia nacional levam para o concurso uma cepa de e-coli, especialmente modificada para detectar a presença de outros microorganismos em processos industrias para a fabricação de proteínas, enzimas e etanol. A idéia é que a e-coli modificada reconhecerá e destruirá os invasores produzindo material mais puro e seguro.

Sabendo que engenharia genética virou sintese biológica e está sendo praticada por universitários em todo o mundo o cara de pijama irá dormir muito mais tranquilo essa noite afinal, o que poderia dar errado?

2 thoughts on “Biologia Sintética, criando vida na sala de aula

  1. ULysses

    Criar vida de matéria sem vida mesmo com toda a tecnologia atual ainda é quase impossível em laboratório.
    Lógico, alterar algo vivo tipos suas moléculas de dna é algo bem mais simples.

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