EATR, um robô que procura sua própria comida

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Empresa americana, com fundos originários da DARPA, está desenvolvendo um robô capaz de converter matéria orgânica em energia de forma autônoma.

Deixe eu colocar isso com um pouco menos de formalidade. Estão desenvolvendo um robô capaz de comer, por conta própria.

eatr O nome do bicho (e não estou usando gírias da década de 70) é Energetically Autonomous Tactical Robot (EATR). O objetivo do projeto é desenvolver um dispositivo autônomo capaz de realizar missões em ambientes hostis de longa duração, de forma autônoma, usando como fonte de energia matéria orgânica.

Não sei o que me preocupa mais no parágrafos anteriores: Autonoma, orgânica ou DARPA

A DARPA é a agência americana de pesquisa avançada para defesa. Leia militar. Que já deu ao mundo coisas como a Internet e que investe em uma série de projetos de software livre e de código aberto. Mas, não se enganem, o negócio deles é pesquisar tecnologias de uso militar.

Esse negócio de autonomo, em mãos militares ou não, também não é exatamente a melhor idéia do mundo. Junte a DARPA, com autonomia e a capacidade de se alimentar de produtos orgânicos e o cara depijama pergunta: O QUE DIABOS PODERIA DAR ERRADO?

Apresentação do projeto em inglês aqui.

Trekkies regozijaivos: Existe o alumínio transparente.

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A criação de um novo estado da matéria leva ao aparecimento do alumínio transparente, previsto em uma cena antológica de Jornada nas Estrelas IV — A volta para casa, pelo engenheiro Scotty.

star-trek - Scotty usando o mouse em Jornada Nas estrelas IV

A equipe do Professor Justin Wark do departamento de física da Universidade de  Oxford acaba de publicar um paper sobre uma técnica revolucionária cujo efeito colateral, até agora, é a produção de alumínio transparente. O paper, que será publicado esta semana na revista Nature Physics relata que um pulso de laser arrancou um elẽtron interno de cada átomo de alumínio sem danificar a estrutura cristalina do metal tornando-o relativamente transparente a radição ultravioleta.

“O que nós criamos é um estado da matéria completamente novo…” disse o entusiasmado professor e continuou ressaltando que o aluminio transparente é apenas o início e que as implicações desta tecnica podem levar ao entendimento da mecânica das estrelas e mesmo a viabilizar a fusão nuclear como fonte de energia.

A descoberta só foi possível graças ao descobrimento de uma nova fonte de radiação, 10 bilhões de vezes mais brilhante que a luz emitida pelos syncrotons o FLASH laser (Flash de Free-electron LASer). Este acelerador de partículas produz pulsos extremamente curtos de Raio X de baixa intensidade (os soft x-ray ou, alguma coisa entre 0.12 to 12 keV).

A equipe internacional liderada pelo bom professor focalizou esse feixe de energia em um ponto com diâmetro menor que um vigẽsimo do diâmetro de um fio de cabelo, concentrando a energia. Neste ponto, o alumínio tornou-se transparente.

Transparente sim mas apenas por 40 femtosegundos (1 fs = 1×10-15s). Não parece muito? Fique tranquilo, este é só o começo e os novos estados da matéria, todos, sofrem deste mal. Quando era garoto pequeno no Rio de Janeiro, o cara depijama aprendeu que existiam três estados da matéria. A última vez que contou já eram 6, com esse são 7. 🙂

A referência trek é óbvia para os fãs. Em uma das melhores cenas da história do universo de Jornada nas Estrelas, Scotty, sugere a criação do alumínio transparente. Infelizmente, não é possível incluir o trecho original neste artigo, mas você pode vê-lo aqui.

Uma última palavra sobre alumínio transparente. Existe uma liga cerâmica chamada ALONtm, extremamente resistente, com alumínio em sua composição que há alguns anos é chamada de alumínio transparente. Se analizarmos a cena de Scotty com cuidado, veremos que o que ele está propondo é uma liga e não um novo estado da matéria. Mas, o cara depijama acha que alumínio, para ser transparente, tem que ser alumínio primeiro. 🙂

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Bactérias. Velhas amigas com novas funções

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Cientistas, em várias partes do globo, estão descobrindo formas de transformar bactérias existentes ou criar novas espécies para execução de serviços específicos ou mesmo computação.

Os geólogos e paleontólogos que se especializaram na formação da vida neste planeta acreditam que a parceria entre o homem e as bactérias começou 350 milhões de anos antes que qualquer primata caminhasse sobre a Terra. Alguns fósseis indicam que no período cambriano possuíam bactérias em seu tubo digestivo que deveriam auxiliar na digestão, disolvendo substâncias químicas, exatamente da mesma forma que fazem hoje dentro dos seus intestinos.

Agora a ciência está pronta para dar um passo adiante.

Bactéria Computador

Um time de pesquisadores americanos, estão modificando o DNA de bactérias conhecidas (e-coli) para que as colônias de bactérias modificadas seja capaz de resolver problemas matemáticos.

bacteria e-coli

O paper (link a seguir) trata da solução de complexos problemas de grafos, notadamente o problema do caminho hamiltoniano. Neste problema, um indivíduo deve percorrer um determinado número de objetivos (cidades, por exemplo) estando uma e somente uma vez em cada uma e voltando ao ponto de partida.  O problema não é elementar nem evidente, constituído um dos problemas da teoria de graphos que ainda não possuí um algorítmo definitivo para sua solução.

Hoje, com a matemática que conhecemos, um computador precisa testar todos os caminhos possíveis de um dado problema para encontrar a melhor solução.

Uma colônia de bactérias modificada fará exatamente a mesma coisa, testando todos os caminhos possíveis. Com uma vantagem: A cada duas ou três horas, sua capacidade de processamento dobra.

Mas não me entenda mal. Os bons cientistas não estão fazendo as bactérias viajarem entre cidades. As cidades ou objetivos do problema são representadas por uma específica combinação de genes que provocam um brilho verde ou vermelho na colônica. E as rotas possíveis foram representadas pela mistura randônica de DNA. Sempre que uma bactéria encontra a resposta correta brilha em vermelho e verde simultâneamente o que vemos em amarelo.

bactéria - resultados

Notícia Original: Usando Bactérias para computar

Bactérias como Fábricas

Há anos que usamos bactérias modificadas geneticamente para produzir substâncias químicas. Imitando o que a natureza faz em nossos intestinos em nossas fábricas.  Tipicamente, a pesar de bem conhecido, este é um processo trabalhoso.  Consiste em pegar uma bactéria, modificar um gene e verificar o resultado através de algumas gerações de bactérias.

Um processo caro e demorado que só não é mais usado por que é caro e demorado. Bem nada é caro e demorado por muito tempo.

Cientistas genéticos acabam de divulgar o domínio de uma nova técnica chamada MAGE – multiplex automated genome engineering ou engenharia genética multiplexada e automática. Um nome que, certamente, me fará dormir mal durante alguns dias.

A técnica promete promover a mutação acelerada das bactérias provocando milhares de mutações e criando milhões de novas cepas de forma rápida e barata. O objetivo é criar milhares de possibilidades e escolher entre estas as que produzem a substância desejada em maior quantidade a ao menor custo.

O que poderia dar errado? Imagine juntar a técnica MAGE com as bactérias computadores.

Então, a vida veio do espaço

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Um novo paper, publicado em um site de cosmologia trás à discussão a origem da vida. Apontando para uma origem distante, muito distante, nos confins do espaço.

Desde a década de 1970 que alguns dos mais renomados astrobiologistas do nosso planeta estudam e defendem, por vezes ardorosamente, a hipótese da vida ter sido semeada em nosso planeta. Não propositalmente, mas graças a perpetuação de moléculas de dna e vírus pelo espaço.

Liderados por Sir Fred Hoyle e pelo Dr. Chandra Wickramasinghe da Universidade de Wales em Cardiff estes astrobiologistas descobriram partículas químicas compostas e orgânicas espalhadas em nuvens a milhares de anos luz de distância.  Some-se a isso o fato que até agora ainda não conseguimos gerar vida a partir de componentes não vivos e, pimba, temos os ingredientes para fomentar a imaginação.

across-the-universe

O Dr. Chandra, em 2000 publicou um paper indo além. A gripe (influenza) também teria vindo do espaço. Sua teoria baseia-se na conincidência entre períodos de grande atividade solar e os surtos de gripe históricos. Ressalte-se, a favor desta teoria, que a gripe espanhola surgiu simultâneamente na em dois pontos remotos do globo (Boston e Bombain) praticamente ao mesmo tempo, exatamente no mesmo dia. Em uma época em que não existiam viagens aéreas tornando a contaminação homem a homem impossível e levando a contaminação devido a vatores animais para a casa das probabilidades imponderáveis.

O Novo Paper do Dr. Rhawn Joseph retoma o assunto. Com uma análise e conclusões baseadas na evidências arqueológicas de vida na Terra e em rochas Marcianas, o bom doutor acredita que essas moléculas de vida só poderiam ter vindo de uma nuvem estelar.

Essa teoria, a panspermia, reduz a vida a uma espécie de infecção galática que sobrevive de estrela a estrela, se adapta e evolui sempre que encontra um ambiente propício. A própria evolução das estrelas, como entendemos hoje, seria responsável pela disseminação da infecção.

O cara depijama acha a teoria do Dr. Chandra, no mínimo intrigante e não pode dizer com certeza que a influenza (a gripe espanhola) teve origem no espaço mas, pode dizer com certeza que a gripe suína teve origem mundana. Pura ganância.

Quanto ao paper do Dr. Rhawn, o cara depijama acredita que o bom Dr. está no limite da ciência. Parte do princípio que, se não sabemos como fazer, será imposível de ser feito. Esquece o bom Dr. um fator importante na evolução científica: O tempo.

Sprout, jogue e fique mais inteligente

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Hoje é sexta-feira, você não quer trabalhar mesmo. Esta ai, sentado, olhando para a tela, sem saber o que fazer, esperando o cara depijama publicar o link do jogo que vai colocar seu trabalho em risco. Essa semana estou de bom humor: Mostro o jogo e dou a desculpa.

Sprout é um quebracabeças especialmente desenvolvido para aumentar a velocidade de raciocínio ambientado em uma série de paisagens desenhadas a mão com grau de dificuldade crescente. Simples divertido e te deixa mais inteligente.

sprout

É claro que foi desenvolvido para criaças em fase pré escolar mas, se você é pretencioso o suficiente para achar que joga tão bem quanto elas… está precisando jogar Sprout.

Ps. Se eu tivesse tempo e saco iria procurar para saber se quebracabeças se escreve junto, separado ou com hífem mas, hoje estou de bom humor e sem saco….:)

Criando Buracos negros de bolso.

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Cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley estão criando um novo material, em escala nanométrica que a para todos os efeitos, funciona como um buraco negro.

Criar buracos negros, em escala nanométrica ou não, pode ser o maior passo dado pela tecnologia humana nos últimos 10.000 anos. E pode  também, ser o último.

An experiment in visual kinetics
Creative Commons License photo credit: Torley

As características físicas e químicas de toda matéria conhecida é devida aos seus componentes mais ínfimos. Em linhas gerais e a grosso modo, tudo é feito de prótons, elétrons e neutros. A quantidade e distribuição destes elementos difere o chumbo do hidrogênio.  Há alguns anos que a ciência está brincando com estes componentes básicos criando os metamateriais. Materiais criados pelo homem para obter características especiais que não são encontradas na natureza. Tais como: supercondutividade ou supertransparencia ou ainda opacidade completa e absoluta.

O time da Universidade de Berkeley, liderado pelo Dr. Xiang Zhang criou um novo material ótico que permite que a luz interaja com o espaço e com o tempo seguingo exatamente as mesmas equações e comportamento previstos na teoria geral da relatividade capazes de capturar fotons com comportamento análogo ao previsto para os buracos negros.

Diferente do buraco negro original, não existem forças gravitacionais incomensuráveis envolvidas no processo. Apenas um efeito de refração tão acentuado que provoca efeito semelhante. Pelo menos, o cara depijama quer muito acreditar nisso. 🙂

Estes mesmos materiais podem ser utilizados para simular outros fenômenos cósmicos como o problema dos três corpos. Neste problema temos três objetos orbitando em um sistema onde a gravidade de um altera a órbita dos outros em uma forma caótica. Estes novos materiais permitem a reprodução deste sistema, em escala nanométrica, com o uso de campos elétricos substituído a gravidade mas ainda obedecendo as mesmas equações básicas.

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Cientistas chineses criam ratos vivos de células de pele

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Cientistas chineses desenvolvem nova tecnica de clonagem capaz de criar organismos vivos completamente funcionais a partir de células de pele.

Há alguns anos vemos o debate incansável e infindável entre os defensores do uso de céluas tronco embrionárias e os seus opositores. Debate este que incluí, de um lado os doentes de enfermidades ainda incuráveis e do outro crentes religiosos. Uns vêem oportunidades ou outros basfêmia.

ratinhoO Dr. Qi Zhou da academia chinesa de ciência acaba de adicionar um pouco mais de tempero nessa discussão.

O estudo, desenvolvido simultaneamente em dois centros de pesquisa distintos (Beijing e Shanghai) e publicado nas revistas Nature e Cell Stem Cell detalha como foi possível pegar as células de pele de ratos adultos e induzi-las a regressão até o estado embrionário criando as induced pluripotent stem (iPS) ou ainda células tronco pluripotentes. Para fazer a regressão a equipe do Dr. Zhou simplesmente usou alguns virus específicamente desenhados para modificar o dna das células adultas.

A ciência já conhece o processo de indução há algum tempo. Nada há de novo neste processo. O que estava em discussão era a eficiência destas células iPS.

A células modificadas pelo Dr. Zhou foram então introduzidas em células embrionárias capazes de gerar uma placenta mas incompletas e incapazes de sobreviver por conta própria. O resultado disso foram 27 ratos vivos e normais. Com um campeão.

Tiny um ratinho de 7 semanas que foi capaz de emprenhar uma fêmea e se reproduzir por conta própria. Não havendo ratos suficientes na China os cientistas criaram dezenas de ratos novos que já produziram centenas de segunda geração. O que poderia dar errado?

No país tupiniquim já havíamos criado células tronco a partir de células adultas.  A primazia dos chineses está no cultivo de organismos vivos com essas células.

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Pneus feitos de papel, melhores e mais baratos

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A Universidade Estadual do Oregon, apresentou a comunidade científica um estudo de viabilidade de uma nova tecnologia para a fabricação de pneus.

O  estudo sugere que o uso de microcristais de celulose para substituir a silica usada na fabricação tradicional de pneus pode, além de reduzir a energia do processo de fabricação, aumentar a durabilidade e a eficiência do produto.

Fibras de celulose já foram usadas como reforço em alguns tipos de borracha e em produtos para a industria automotiva, tais quais cintos e material isolante. Contudo, esta é a primeira vez que o material é cogitado como componente na fabricação de pneus.  Os testes iniciais indicaram o mesmo nível de aderência em terreno seco e molhado e maior eficiência no uso de combustíveis alem de maior durabilidade.

Se estes testes se confirmarem em um universo de pesquisa mais amplo a redução de custo, de energia e o aumento da eficiência dos pneus pode ter um impacto significativo na redução da poluição provocada pelo ciclo de fabricação e uso de automóveis.

tires-recycling

O cara depijama acha este estudo muito interessante mas gostaria de ressaltar duas coisas. A primeira é o título original da matéria que, se traduzido, seria Pneus feitos de árvores. O cara depijama se recusa a traduzir este título já que pneu já é feito de árvore :), pelo menos a maioria deles. Segundo, e não menos importante, é preciso destacar que para reduzir o aquecimento global é mais interessante usar menos “árvore” e mais “reciclagem”.

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Direto do Japão… a cerveja azul

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Localizada em Hokaido a cervejaria artesanal Abashiri contribui com o desenvolvimento da humanidade desenvolvendo a cerveja azul…

Feita com água retirada de icebergs derretidos a …. Parou! Icebergs derretidos? Esse pessoal já ouviu falar de aquecimento global?

cerveja azul

Feita com água retirada de icebergs derretidos a Okhotsk Blue Draft contém em sua fórmula alga marinha microscópica (seaweed) para conseguir sua cor azul. Segundo a matéria original o gosto não é diferente da cerveja tradicional.

O cara depijama acredita que isso só seja possível no Japão ou em países sem forte influência das igrejas judaico-cristãs. Caso contrário eles não cometeriam tal pecado graças ao medo de arder por toda eternidade no mármore do inferno.

Notícia Original.